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Líderes dos BRICS condenam aumento das tarifas em cimeira ensombrada pelas tensões no Médio Oriente

Os líderes mundiais participam na 17.ª cimeira anual dos BRICS no Rio de Janeiro, domingo, 6 de julho de 2025.
Os líderes mundiais participam na 17.ª cimeira anual dos BRICS no Rio de Janeiro, domingo, 6 de julho de 2025. Direitos de autor  Eraldo Peres/AP
Direitos de autor Eraldo Peres/AP
De Euronews com AP
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Os líderes dos BRICS vão discutir as principais questões políticas mundiais, mas as dúvidas sobre a coesão do bloco surgiram quando o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente russo, Vladimir Putin, optaram por não participar na cimeira.

O bloco de economias em desenvolvimento BRICS condenou, na sua cimeira no Brasil, no domingo, o aumento das tarifas aduaneiras e os ataques ao Irão, mas absteve-se de nomear o presidente dos EUA, Donald Trump.

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A declaração do grupo, que também visou as ações militares israelitas no Médio Oriente, poupou o seu membro fundador, a Rússia, de críticas e mencionou apenas uma vez a Ucrânia, devastada pela guerra.

O bloco emitiu uma declaração na qual manifestou "sérias preocupações" sobre o aumento das tarifas, que disse serem "inconsistentes com as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio)". Numa crítica indireta aos Estados Unidos, o bloco afirmou que essas restrições "ameaçam reduzir o comércio global, perturbar as cadeias de abastecimento globais e introduzir incerteza".

Lula da Silva, presidente do Brasil, também criticou a decisão da NATO de aumentar as despesas com a defesa até 5% do PIB dos países membros, salientando que é "sempre mais fácil investir na guerra do que na paz".

A declaração também criticou os ataques ao Irão sem mencionar os EUA ou Israel, as duas nações que os conduziram.

Os líderes do BRICS manifestaram "grande preocupação" com a situação humanitária em Gaza, apelaram à libertação de todos os reféns, ao regresso à mesa das negociações e reafirmaram o seu compromisso com a solução de dois Estados.

A declaração de 31 páginas do grupo menciona a Ucrânia apenas uma vez, enquanto condena "nos termos mais fortes" os recentes ataques ucranianos à Rússia.

Líderes ausentes

Apesar de o presidente brasileiro ter insistido em dar destaque a questões como a inteligência artificial e as alterações climáticas, a cimeira foi marcada pela ausência de vários líderes importantes.

Entre eles, dois dos seus membros mais poderosos: o presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo Vladimir Putin. Putin continua a evitar viajar para o estrangeiro depois de ter sido emitido um mandado de captura internacional na sequência da invasão total da Ucrânia pela Rússia.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, também não participam na cimeira do Rio de Janeiro.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, à direita, e o primeiro-ministro da China, Li Qiang, participam na 17ª cimeira anual dos BRICS no Rio de Janeiro, no domingo.
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, à direita, e o primeiro-ministro da China, Li Qiang, participam na 17ª cimeira anual dos BRICS no Rio de Janeiro, no domingo. Eraldo Peres/AP

O bloco duplicou de tamanho no ano passado e os analistas dizem que a consequente falta de coesão pode pôr em causa a sua capacidade de se tornar mais um pilar nos assuntos mundiais. Também veem a agenda moderada da cimeira como uma tentativa dos países membros de se manterem fora do radar de Trump.

Fundado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o bloco BRICS acrescentou no ano passado a Indonésia, o Irão, o Egito, a Etiópia e os Emirados Árabes Unidos. Criou também uma nova categoria de "parceiros estratégicos", que inclui a Bielorrússia, Cuba e Vietname.

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