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Fome confirmada pela primeira vez em Gaza, segundo um organismo apoiado pela ONU

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Fome confirmada pela primeira vez em Gaza, segundo um organismo apoiado pela ONU
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A Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (IPC) elevou a sua classificação para a Fase 5, o pior nível da sua escala de insegurança alimentar.

A fome foi confirmada na cidade de Gaza, afirmou pela primeira vez na sexta-feira o organismo apoiado pela ONU, responsável pelo controlo da segurança alimentar.

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A Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (IPC) elevou o nível da situação para a Fase 5, o pior nível da sua escala de insegurança alimentar. De recordar que este mecanismo +e apoiado por agências da ONU, organizações humanitárias e governos que monitoriza a segurança alimentar a nível global.

O cenário de fome foi confirmado na província de Gaza, que inclui a cidade de Gaza, a maior do território e prevê-se que as "condições catastróficas" se estendam a Deir al-Balah e Khan Younis até ao final de setembro.

De acordo com o IPC, mais de 500 000 pessoas na Faixa de Gaza enfrentam "fome, miséria e morte".

Fome em Gaza é um "fracasso da própria humanidade", diz Guterres

Numa primeira reação ao relatório, o secretário-geral da ONU afirmou que a confirmação da existência de fome na Faixa de Gaza configura "um fracasso da própria humanidade".

"Quando parece que não há mais palavras para descrever o inferno em Gaza, surge uma nova: “fome", afirmou António Guterres, que explicou que o cenário não é um "mistério" ou algo difícil de explicar, sendo antes um "desastre causado pelo homem, uma acusação moral e um fracasso da própria humanidade".

Israel condenada relatório que diz ser baseado nas "mentiras do Hamas"

Em reação ao documento, o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita acusou o IPC de publicar um "relatório fabricado à medida para se adequar à campanha falsa do Hamas".

O governo de Israel acusa ainda a organizar de distorcer as próprias regras e "ignorar os seus próprios critérios apenas para produzir falsas acusações contra Israel".

A agência militar israelita responsável pela transferência de ajuda para o território rejeitou o relatório na sexta-feira, classificando-o como "falso e tendencioso".

A agência, conhecida como COGAT, rejeitou a alegação de que havia fome em Gaza e afirmou que medidas significativas foram tomadas para aumentar a quantidade de ajuda que entrava na faixa nas últimas semanas.

As determinações formais de fome são raras. O IPC já determinou anteriormente a existência de fome na Somália em 2011, no Sudão do Sul em 2017 e 2020 e em partes da região ocidental de Darfur, no Sudão, no ano passado.

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