Ainda estão a ser investigadas as causas do "apagão" mas há dois cenários em cima da mesa: problema técnico ou um ataque informático.
No domingo, uma avaria técnica deixou os aviões de toda a Grécia em terra. Alguns foram desviados ou atrasados por várias horas, depois de ter sido relatado um "ruído" em vários canais de comunicação do tráfego aéreo.
O "apagão" na Região de Informação de Voo (FIR), região específica do espaço aéreo na qual são prestados serviços de informação de voo e serviços de alerta, de Atenascomeçouàs 9 da manhã de domingo e foi finalmente restabelecido às 5 da tarde. Esta avaria fechou o espaço aéreo grego e causou enormes problemas em centenas de voos, levou à intervenção do Ministério Público.
O chefe do Ministério Público de Atenas, Aristides Koreas, ordenou uma investigação preliminar urgente sobre a possibilidade de ter sido um crime de interferência perigosa no tráfego aéreo.
"Ruído" na origem do problema
A Autoridade de Aviação Civil Grega afirmou que o ruído em todos os canais, incluindo os sistemas de backup, provocou a paralisação, que durou várias horas antes de as operações serem gradualmente restauradas.
As frequências de comunicação operacionais e os sistemas de linhas telefónicas voltaram a funcionar em pleno a partir das 17:00 horas locais e o anúncio NOTAM foi suspenso.
A normalidade no tráfego aéreo regressou a partir das 17:45. Em todas as fases da gestão do incidente, a segurança de voo foi plenamente acautelada de acordo com as normas internacionais.
As causas profundas do problema técnico, que nunca tinha sido registado antes com esta dimensão e forma, estão a ser investigadas exaustivamente pelos engenheiros eletrónicos da Autoridade de Aviação Civil Helénica (HCAA).
Simultaneamente, prosseguem as verificações em todas as estações emissoras e está a ser efectuado um voo de verificação do espetro de frequências por um avião da HCAA, com a assistência da Comissão Helénica de Telecomunicações e Correios (EETT).
A Associação de Controladores de Tráfego Aéreo afirmou que a falha reforçou os seus apelos para modernizar e substituir equipamentos obsoletos.
"Não parece ser um ataque cibernético"
Na segunda-feira de manhã, o ministro dos Transportes grego, Christos Dimas, disse ao canal estatal que "não havia risco para a segurança dos voos", em declarações à ERTnews, e sublinhou que serão dadas respostas imediatas sobre as causas, estando em curso um exame administrativo sob juramento para atribuir responsabilidades, de modo a que o problema não se repita.
Christos Dimas afirmou também que seria improvável que a grande falha nas comunicações de rádio tenha sido um ataque cibernético, embora a causa continue sob investigação. "Não parece ser um ataque cibernético", disse à emissora pública ERT.
O ministro descreveu ainda a interrupção como «um incidente muito grave», mas enfatizou que a segurança dos passageiros nunca esteve em risco.
Uma investigação judicial e uma investigação interna foram iniciadas na segunda-feira para apurar a causa da interrupção.
Os passageiros têm direito a uma indemnização pelos cancelamentos e atrasos e as transportadoras, por seu lado, também têm direito a uma reivindicação semelhante.