Agrava-se o conflito entre os Estados Unidos e o Irão, com o número de mortos iranianos a chegar aos milhares e combates a alastrar por várias frentes no Médio Oriente.
Para Bruxelas, este conflito não é uma questão distante de política externa, mas uma ameaça direta à estabilidade da União Europeia. As perturbações no estreito de Ormuz afetam o abastecimento de energia e aumentam o risco de fortes subidas dos preços do gás e do petróleo. A situação também alimenta receios quanto a ciberameaças, terrorismo e volatilidade económica em todo o bloco, podendo desencadear movimentos migratórios de grande escala a partir da região.
A UE parece estar preparada para enfrentar estas ameaças, com uma rede de mecanismos de crise para coordenar os Estados-membros em situações de emergência.
Para os cidadãos que vivem ou viajam no estrangeiro, as embaixadas e os consulados do respetivo país são a primeira linha de proteção. Ao abrigo das regras da UE, qualquer europeu pode pedir ajuda a uma missão diplomática de outro Estado-membro se o seu país não estiver representado. As retiradas são geridas pelos governos nacionais, mas a UE apoia essas operações através do Mecanismo de Proteção Civil da União, que organiza transportes, partilha recursos e coordena as respostas através do Centro de Coordenação de Resposta a Emergências, a funcionar 24 horas por dia.
A Comissão Europeia coordena a ajuda humanitária, a gestão das fronteiras e a preparação da segurança interna, enquanto agências como a Europol vigiam os riscos de terrorismo e crime organizado. A UE reforça ainda as defesas cibernéticas e pode acionar instrumentos financeiros, incluindo o apoio do Banco Central Europeu e mecanismos de financiamento de emergência, para estabilizar os mercados e proteger a economia em geral.
Mas poderão os europeus confiar na UE para os proteger do impacto da guerra?
O nosso inquérito é anónimo e demora apenas alguns segundos a responder. Os resultados serão destacados em toda a UE, com cobertura alargada em vídeos, artigos e newsletters, e vão ajudar a orientar o nosso trabalho jornalístico sobre a forma como a Europa pode assegurar o seu lugar na era da inteligência artificial.