O investigador da influência russa no estrangeiro, Dmitry Khmelnitsky, disse ao Echo que, segundo as suas fontes, Panov, de 41 anos, era um oficial do GRU com a patente de capitão.
O thriller com o diplomata russo morto da embaixada russa em Chipre continua. De acordo com a lista diplomática da República de Chipre, o falecido era o terceiro secretário da embaixada russa em Nicósia, Alexei Panov, de 41 anos.
A sua morte é oficialmente atribuída a suicídio, mas não foram dados pormenores sobre as circunstâncias.
Na tarde de segunda-feira, o investigador sobre a influência russa no estrangeiro e autor do livro "Russian Influential Agents in Germany", Dmitry Khmelnitsky, disse ao meio de comunicação independente Echo que, com base em informações das suas fontes, Panov servia como oficial da agência de inteligência militar estrangeira da Rússia ( o GRU) com a patente de capitão.
O mesmo investigador afirma que "antes de ser transferido para Chipre, Panov trabalhou em Moscovo num instituto ligado à tecnologia de rádio, onde a sua mulher terá trabalhado".
As funções de Alexei Panov na embaixada incluíam a manutenção e o funcionamento "de equipamento de espionagem dentro da embaixada e, possivelmente, fora dela", acrescentou.
É de salientar que as autoridades cipriotas foram informadas de que o corpo do diplomata russo deveria ser recolhido no pátio da embaixada russa e que, apesar do pedido da polícia para que fosse efetuada uma busca no interior do edifício, os russos recusaram.