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"Para permanecer livre, é preciso ser temido": Macron apresenta prioridades para a defesa

Macron saúda tropas em visita à base aérea militar de Istres
Presidente francês Emmanuel Macron saúda tropas em visita à base aérea militar de Istres Direitos de autor  Philippe Magoni/Copyright 2026 The AP. All rights reserved.
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De Sophia Khatsenkova
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Na quinta-feira, o presidente francês proferiu o seu discurso de Ano Novo às forças armadas. O evento anual, aguardado com grande expectativa, ocorre em meio a múltiplas crises geopolíticas.

O presidente francês Emmanuel Macron apresentou na quinta-feira votos às Forças Armadas a partir da Base Aérea de Istres, no sul de França, traçando o quadro de “um ano de desafios” para a defesa nacional, num contexto de tensões internacionais acrescidas.

A guerra na Ucrânia continua, as tensões com o Irão mantêm-se vivas e surgiu recentemente uma nova fonte de preocupação com as ambições assumidas pelo presidente norte-americano Donald Trump sobre a Gronelândia, território autónomo da Dinamarca.

“Estamos prontos”, afirmou o chefe de Estado, considerando que “esta década de rearmamento francês dá frutos”.

“Para permanecer livre, é preciso ser temido”

Emmanuel Macron reiterou a “determinação de dotar as Forças Armadas de meios para garantir a defesa”, num mundo que descreve como cada vez mais instável.

“Para permanecer livre, é preciso ser temido, e, para ser temido, é preciso ser poderoso. Para ser poderoso neste mundo tão brutal, é preciso fazer mais depressa e com mais força”, declarou.

Detalhou três prioridades estratégicas: aumentar os stocks de munições, reforçar a preparação operacional e garantir a soberania do país.

No plano orçamental, Emmanuel Macron confirmou a vontade de uma subida significativa das verbas militares, com um aumento de 36 mil milhões de euros para o período de 2026-2030, dos quais 3,5 mil milhões já em 2026, através da atualização da Lei de Programação Militar.

Em 2017, o presidente comprometeu-se a elevar o esforço de defesa da França a 2% do PIB, objetivo agora alcançado.

Atrasos na área dos drones

O chefe de Estado reconheceu atrasos, nomeadamente na área dos drones, muito utilizados na guerra na Ucrânia. “Estamos atrasados”, admitiu, apelando a “reagir depressa e com força”. Insistindo na ameaça russa, Emmanuel Macron advertiu: “Estamos ao alcance do fogo da Rússia”.

Emmanuel Macron anunciou também um reforço da presença francesa na Gronelândia. Enquanto cerca de quinze soldados franceses já estão destacados em Nuuk para exercícios militares, indicou que este contingente será “reforçado nos próximos dias com meios terrestres, aéreos e navais”. “Os europeus têm uma responsabilidade particular” na Gronelândia, sublinhou.

Paris convocou esta quinta-feira de manhã um conselho de defesa extraordinário para avaliar as implicações estratégicas desta situação, enquanto vários países aliados, incluindo a Alemanha, a Noruega e a Suécia, começaram a deslocar tropas no Ártico.

Serviço nacional voluntário para jovens arrancou esta semana

A retoma de um serviço nacional voluntário e remunerado é um dos projetos-chave para os próximos anos.

Anunciada em novembro passado, a iniciativa visa reforçar os efetivos das Forças Armadas e responder às necessidades crescentes de pessoal.

Governo e Estado-Maior lançaram esta semana uma campanha de recrutamento para este novo programa, com a duração de dez meses.

Forças Armadas francesas esperam recrutar 3.000 jovens já este ano, 4.000 em 2027 e 10.000 até 2030, com o objetivo de contar com 42.500 voluntários em 2035.

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