A colisão de dois comboios de alta velocidade em Córdoba é a quarta mais grave registada em Espanha. As autoridades falam de pelo menos 39 mortos e mais de 100 feridos. As equipas de resgate procuram mais vítimas entre os vagões afetados.
Ontem, por volta das 19:45, um comboio da empresa privada Iryo descarrilou em Adamuz, Córdoba, tendo depois colidido com um comboio Alvia, da operadora Renfe, que circulava na linha ferroviária paralela. Após a colisão, várias carruagens foram projetadas e caíram num aterro.
O acidente matou pelo menos 39 pessoas e é já o mais grave acidente ferroviário em Espanha desde 2013, quando um comboio Alvia que fazia a ligação entre Madrid e Ferrol descarrilou numa curva em Angrois, perto de Santiago de Compostela, devido a excesso de velocidade. Na tragédia, 80 pessoas morreram e outras 145 ficaram feridas.
O acidente ferroviário de domingo, 18 de janeiro, é o quarto mais grave de que há registo em Espanha, depois do acidente em Torre del Bierzo (1944), que matou 79 pessoas e feriu outras 75; do acidente em El Cuervo (1972), que fez 77 mortos; e do acidente em Angrois (2013).
Espanha lidera a Europa em comboios de alta velocidade
O país tem a maior rede ferroviária de alta velocidade da Europa para comboios que circulam a mais de 250 km/h, com mais de 3.100 quilómetros de vias, segundo a União Europeia. Só o Japão tem comboios mais rápidos.
A rede é um meio de transporte popular, competitivo e seguro. De acordo com os dados da Renfe, mais de 25 milhões de passageiros utilizaram um dos seus comboios de alta velocidade em 2024.