A Renfe informou nas suas redes sociais que está a trabalhar em alternativas para os viajantes afetados, mas que estas só estarão disponíveis a partir de amanhã. Entretanto, os bilhetes de autocarro e de avião de Madrid para a Andaluzia estão a esgotar.
Dezenas de passageiros continuam sem solução alternativa depois de as suas viagens para a Andaluzia terem sido anuladas na principal plataforma ferroviária espanhola, a estação de Madrid Atocha-Almudena Grandes, na sequência daquele que é já o quarto acidente ferroviário mais grave da história do país.
Os três principais operadores que prestam serviços em todo o Estado - Renfe**,** público, e os privados Iryo e Ouigo - não conseguiram encontrar uma solução para os seus passageiros, que descrevem a falta de lugares em meios de transporte alternativos, tanto em autocarros como em aviões.
A Adif, gestora da infraestrutura ferroviária, disse à Euronews que não sabe quando é que os serviços poderão ser retomados, uma vez que os comboios danificados têm primeiro de ser removidos. O cenário é de tal modo caótico que o presidente do governo regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla, descreveu como uma "confusão de ferro."
Posteriormente, será necessário analisar a extensão dos danos nos carris em torno de Adamuz, no norte da província de Córdoba.
A Renfe informa nas suas redes sociais que está a trabalhar num plano alternativo para os passageiros afetados, mas só a partir de amanhã. Também não especifica como irá compensar os afetados.
Num comunidaco, publicado na tarde de segunda-feira, 19 de janeiro, a Renfe expressou "as suas mais profundas condolências às famílias das vítimas do acidente ferroviário ocorrido ontem às 19h45 em Adamuz (Córdoba)."
O presidente da Renfe, Álvaro Fernández Heredia, está no local desde ontem à noite a liderar a operação implementada pela empresa e colaborar com os serviços de emergência, adianta o comunicado.
Nas estações de Atocha, Córdoba e Huelva, foram instalados centros de apoio e informação com psicólogos da empresa para auxiliar as vítimas e seus familiares.