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Gronelandeses queixam-se de "terror psicológico" de Donald Trump

Proprietário de loja usa boné vermelho à venda que ele criou com o slogan «Nu det NUUK!», variação da expressão dinamarquesa «Nu det nok», que significa "Agora, já chega".
Proprietário de loja usa boné vermelho à venda que ele criou com o slogan «Nu det NUUK!», variação da expressão dinamarquesa «Nu det nok», que significa "Agora, já chega". Direitos de autor  James Brooks/Copyright 2026 The AP. All rights reserved
Direitos de autor James Brooks/Copyright 2026 The AP. All rights reserved
De Euronews Sérvia
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A Euronews esteve em Copenhaga, e conversou com deputados dinamarqueses, bem como alguns gronelandeses sobre as intenções do presidente norte-americano em relação à ilha ártica.

A Euronews foi a Copenhaga para uma conversa com deputados dinamarqueses à volta da Gronelândia.

O presidente norte-americano, Donald Trump, parece ter moderado a retórica sobre o território ártico graças a um encontro com o chefe da NATO, Mark Rutte, em Davos na semana passada, no seguimento do qual anunciou ter alcançado um princípio de acordo.

A Dinamarca poderá agora ceder pequenas partes da maior ilha do mundo aos Estados Unidos (EUA) para a construção de bases, ao abrigo desse acordo.

"Não sei se isso irá satisfazer Trump, mas posso afirmar com quase toda a certeza que, em primeiro lugar, será uma decisão da Gronelândia, em conjunto com a Dinamarca. Mas duvido que seja uma solução que funcione", afirma Lars-Christian Brask, deputado dinamarquês, pedindo clareza a Wasgington.

"Mas, como agora está na esfera diplomática, os representantes dos EUA terão de apresentar o que consideram ser importante, e como se pode resolver a questão. E aí a questão será retirada da mesa", reforça.

"Terror psicológico"

As ameaças de Donald Trump caíram mal junto de muitos gronelandeses, cujas cicatrizes, mesmo com um acordo, podem nunca vir a sarar.

“Nós, gronelandeses, temos estado sob enorme pressão. Tem sido aterrorizante com este tipo de guerra psicológica do presidente americano contra a Gronelândia e os gronelandeses", diz uma gronelandesa, que aponta consequências negativas do discurso de Trump no dia a dia dos habitantes do território ártico.

"Muitos groenlandeses já não confiam nos americanos, especialmente no presidente americano. Por isso, acho que as pessoas ainda estão nervosas. Muitas tiveram ataques de ansiedade e têm dificuldade em dormir, incluindo eu própria”, relata.

Os gronelandeses ainda tentam perceber por que Trump se virou agora para o território semiautónomo da Dinamarca.

"Acho que tem de fazer essa pergunta ao presidente (Trump), porque estamos meio chocados com toda a situação e também com a maneira como ele fala sobre isso", atira Brask.

São as pessoas, são as crianças, que estão com tanto medo, ou têm tanto medo do que pode acontecer. É uma situação que não se resume a manchetes... ele diz isso, nós dizemos aquilo. Na verdade, trata-se de pessoas. As pessoas que vivem na Gronelândia”, insiste.

A ministra dos Recursos Minerais da Gronelândia, Naaja Nathanielsen, disse à Euronews que o governo ainda não tem uma noção clara das exigências de Washington relativamente à Gronelândia, apesar de o presidente dos EUA afirmar que já existe um enquadramento para um eventual acordo.

“Se Trump precisar de uma vitória, ele pode basicamente dizer que conseguiu que a NATO e a UE investissem mais no Ártico, na segurança, e se ele for muito perspicaz, também pode dizer que resolveu a nona crise ou guerra de sua carreira”, remata Brask.

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