Na última noite, os EUA cancelaram as negociações nucleares com o Irão previstas para sexta-feira. Mas ambas as partes chegaram a acordo, e as conversações vão mesmo acontecer.
Depois das negociações entre os Estados Unidos e o Irão sobre a energia nuclear terem sido canceladas durante a última noite, a situação foi revertida e as conversas foram confirmadas para sexta-feira, em Omã.
Inicalmente, dois altos funcionários norte-americanos tinham dito à agência noticiosa dos EUA Axios que a decisão de cancelar as negociações tinha sido tomada por Washington, depois de Teerão se ter recusado a aceitar as suas condições relativas ao "local" e ao "formato" da reunião.
No entanto, segundo a imprensa israelita, pelo menos nove países da região enviaram mensagens ao governo norte-americano para promover o encontro.
A tensão entre os dois países permanece, tendo o cancelamento temporário das negociações exposto as profundas divisões entre Washington e Teerão sobre a forma como as conversações devem ser conduzidas.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deixou claro que, para que as negociações fossem significativas, deveriam abranger não só o programa nuclear do Irão, mas também as suas atividades de desenvolvimento de mísseis balísticos, que Washington considera uma ameaça regional crítica.
Os EUA disseram estar à disposição caso o Irão mudasse de ideias e aceitasse as suas condições.
O contexto geopolítico em torno destas negociações é particularmente delicado. Nos últimos meses, as tensões intensificaram-se devido a confrontos militares e ao reforço da presença das forças dos Estados Unidos na região, aumentando a pressão para uma via diplomática que evite uma escalada do conflito.