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Adolescente de 15 anos julgado por homicídio de motorista em Marselha em 2024

O Palácio da Justiça em Paris, França. (AP Photo/Francois Mori)
O Palácio da Justiça em Paris, França. (AP Photo/Francois Mori) Direitos de autor  AP Photo
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De Euronews & agences
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Um menor de 15 anos irá comparecer em tribunal até quinta-feira, à porta fechada, acusado de ter matado um motorista de VTC (serviço de transporte de particulares) em Marselha em outubro de 2024. Assassino foi contratado no Snapchat por um narcotraficante.

Este é o primeiro caso emblemático de assassinos menores de idade recrutados na Internet por organizações criminosas de tráfico de droga em Marselha. Na terça-feira, teve início o julgamento de um adolescente de 15 anos pelo assassinato, em outubro de 2024, em Marselha, de um motorista de VTC (veículo particular com motorista) no tribunal de menores de Paris.

O menor, cujo nome não pode ser divulgado por lei, é julgado à porta fechada por homicídio voluntário em grupo organizado em Paris, para onde o processo foi transferido. O veredicto deverá ser conhecido no final da tarde de quinta-feira.

Pela primeira vez num processo, a acusação será feita pela nova Procuradoria Nacional contra a Criminalidade Organizada (Pnaco), que entrou em funções no início de janeiro.

Devido à sua idade, o adolescente incorre numa pena de até 20 anos de prisão, ao contrário da prisão perpétua a que poderia estar sujeito se fosse maior de idade. À data das infrações, tinha 14 anos.

A 4 de outubro de 2024, o motorista de VTC Nessim Ramdane, pai de família de 36 anos, foi encontrado morto a tiro ao volante do seu veículo, que embateu contra o muro de um infantário em Marselha.

Pouco depois da descoberta do corpo, a polícia recebeu uma chamada de um indivíduo detido na região que se apresentou como membro do gangue maselhês DZ Mafia e que afirmou ter encomendado o assassinato de um narcotraficante rival.

Este contrato tinha como objetivo vingar a morte de um adolescente de 15 anos, que ele tinha enviado anteriormente para intimidar este concorrente, mas que tinha sido descoberto e queimado vivo.

Insatisfeito com o seu novo assassino, que matou uma pessoa sem qualquer ligação com o seu alvo, o mandante denunciou-o à polícia, que o deteve imediatamente.

No primeiro dia do julgamento, as advogadas do arguido, Coline Grindel e Eva Bensoussan, descreveram o acontecimento como dramático e referiram as falhas dos pais do arguido e das instituições.

Logo após o homicídio, o procurador de Marselha, Nicolas Bessone, deu detalhes sobre o perfil do menor. Este tinha sido colocado numa instituição quando tinha nove anos, uma vez que os seus pais estavam detidos por casos relacionados com a droga.

Recrutamento no Snapchat

A primeira manhã dedicada ao processo no tribunal de menores foi dedicada à análise da história de vida do jovem de 15 anos, sem abordar as acusações que pendem sobre ele.

Por altura da sua detenção, o menor estava implicado em cinco processos em curso que ainda não tinham sido julgados, revelou a Agence France Presse (AFP).

A advogada que representa a família de Nessim Ramdane, o motorista de VTC que foi assassinado, disse esperar que o tribunal de menores puna o arguido de forma exemplar.

Recrutado no Snapchat para este contrato, o adolescente foi depois recolhido no departamento francês de Gard e instalado num hotel em Marselha, onde lhe foram entregues uma arma e um telemóvel, segundo uma fonte judicial.

O aprendiz de assassino chamou então um Bolt para ir executar o seu alvo. Mas devido a um diferendo com o motorista, cuja natureza não é clara, o menor matou-o com um tiro de revólver na cabeça durante a viagem.

Mélanie Giacomi, a viúva de Nessim Ramdane, de 34 anos, mencionou, durante uma entrevista à AFP na semana passada, a sua necessidade de ver o acusado para lhe dizer o mal que causou à sua família.

Em outubro de 2024, cerca de 600 pessoas assistiram ao funeral, no 14.º arrondissement de Marselha, do pai de três filhos, uma figura do futebol local que estava disposta a acumular empregos para alimentar a família.

Este caso marca o início de uma série de processos judiciais relacionados com o aumento da contratação de menores por grupos de criminalidade organizada de Marselha, que já se traduz num aumento de 18% da atividade penal do tribunal de menores de Marselha no ano passado.

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