O Ministério de José Manuel Albares fez o anúncio após uma visita do ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba a Madrid, onde foi abordada a situação humanitária e das empresas espanholas sob o regime de Díaz-Canel.
Espanha vai prestar ajuda humanitária a Cuba através da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e em coordenação com as Nações Unidas. Esta informação foi confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de José Manuel Albares, na sequência de uma visita a Madrid do seu homólogo cubano, Bruno Rodríguez, e de um encontro a pedido deste último.
O governo de Pedro Sánchez segue, assim, as pisadas de Claudia Sheinbaum, presidente do México, que, na semana passada, enviou para Havana dois navios militares carregados com mais de 800 toneladas de ajuda humanitária. "Vamos continuar a apoiar e a tomar todas as medidas diplomáticas necessárias para recuperar o abastecimento de petróleo, porque não se pode enforcar um povo assim", disse, na altura, a líder morenista. Sheinbaum também levantou a possibilidade de estabelecer uma ponte aérea entre as duas nações.
Albares e Rodríguez abordaram ainda a situação das empresas espanholas na ilha caribenha e a futura Cimeira Ibero-Americana, que terá lugar em Madrid nos dias 4 e 5 de novembro deste ano.
"Reiteramos a vontade de reforçar o diálogo político, económico-comercial e a cooperação em benefício de ambos os países, no atual contexto internacional que é complicado, perante as violações ao nível da paz, da segurança e do direito internacional e a crescente agressão dos EUA contra Cuba, em particular o bloqueio ao abastecimento de combustível que causa sofrimento ao nosso povo", escreveu Rodríguez, na rede social X.
O governo chileno também anunciou, na semana passada, que recorrerá aos organismos competentes da ONU para enviar ajuda humanitária a Havana, face ao endurecimento das sanções dos EUA contra os países que fornecem petróleo à ilha.
O ministro interino dos Negócios Estrangeiros do Chile, Alberto van Klaveren, descreveu a situação como um "drama humanitário". O presidente eleito de extrema-direita, José Antonio Kast, criticou a decisão do governo cessante de Gabriel Boric.
Miguel Díaz-Canel, o ditador que sucedeu aos irmãos Castro, anunciou há alguns dias que já não há combustível para fretar aviões, pelo que o estado do resto dos serviços básicos da ilha, como geradores para hospitais e outras instalações essenciais, é motivo de preocupação.