Orbán foi o primeiro político europeu a apoiar publicamente Donald Trump desde o início. A sua última visita à Casa Branca foi em novembro do ano passado.
Na segunda-feira, após a reunião com Marco Rubio, o primeiro-ministro húngaro anunciou, numa conferência de imprensa conjunta, a celebração de acordos energéticos fundamentais relativos ao gás, ao petróleo e à energia nuclear.
“Estes acordos, juntamente com a exceção concedida pelo presidente dos Estados Unidos à Hungria, que permite o uso de gás e petróleo russos na Hungria, contribuem para que a Hungria continue a ter segurança no abastecimento energético e para que possamos garantir energia extremamente barata para as famílias e a indústria, mesmo em comparação internacional.” Marco Rubio disse poucas coisas concretas, mas elogiou muito a relação entre o presidente americano e o chefe do governo húngaro.
“Não creio que seja um mistério para ninguém a relação do presidente americano consigo. Como era a relação dele consigo durante o seu primeiro mandato presidencial e como é agora, durante o segundo. A relação tornou-se ainda mais estreita. É importante compreender a importância das relações entre os líderes para as relações entre os dois países”, afirmou o secretário de Estado americano.
Segundo Marc Loustau, investigador do Instituto de Estudos Superiores da CEU, a visita de Rubio foi “notável pela sua insignificância”.
“Na verdade, nada aconteceu em nenhuma das questões fundamentais que Orbán poderia ter usado para aumentar as suas hipóteses nas eleições de abril. Por exemplo, nada aconteceu em relação à possível visita de Donald Trump a Budapeste. Nem em relação à prorrogação das isenções às sanções sobre o petróleo e o gás russos. Orbán queria uma isenção permanente, mas a administração Trump deixou claro que ela seria válida apenas por um ano. Não houve clareza alguma sobre essa questão, o que pode ter sido realmente decepcionante para Viktor Orbán”, opinou Marc Loustau.
Orbán foi o primeiro político europeu a apoiar publicamente Donald Trump desde o início, mesmo antes da campanha para a sua primeira presidência. A sua última visita à Casa Branca foi em 7 de novembro do ano passado, e agora ele volta a Washington para participar da reunião inaugural do Conselho de Paz.
Segundo Marc Loustau, o facto de Orbán poder ser visto agora em Washington entre os líderes mundiais já não é capaz de causar o impacto que poderia ter causado se tivesse conseguido organizar o encontro entre Vladimir Putin e Donald Trump em Budapeste no outono passado.
“Este homem, que finge ser um ator poderoso no cenário geopolítico, não conseguiu mover nem agitar nada. Não há progresso na Ucrânia, não há progresso na OTAN, nem mesmo na vinda de Donald Trump para trazer benefícios reais aos eleitores húngaros. Na verdade, Viktor Orbán parece mais fraco do que nunca”, afirmou.