Um carregamento com medicamentos e material médico chegou a Havana na quarta-feira. Organizações europeias estão a apoiar o sistema de saúde cubano, que se encontra à beira do colapso devido em parte ao embarco do petróleo venezuelano, feito pelos EUA.
Já começaram a chegar a solo cubano carregamentos de ajuda humanitária. Um dos primeiros pertecen a organizações europeias, que enviaram cerca de cinco toneladas de medicamentos e material médico para fornecer ao sistema de saúde cubano.
A organização Nuestra América, que conta com 100 membros, está a distribuir os carregamentos pelos hospitais, uma vez que o embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos ao país levou o sistema de saúde à beira do colapso.
"Consideramos esta doação algo muito valioso, pois trata-se de material médico e medicamentos de que atualmente carecemos. A intenção daqueles que nos bloqueiam e daqueles que impõem este cerco energético é precisamente garantir que não os tenhamos; por isso, isso tem um impacto direto no doente", explicou Luis Eduardo Martín, diretor do Instituto cubano de Oncologia e Radiologia, citado pela Associated Press.
A organização conta com ativistas, provenientes de vários países da União Europeia, da América Latina e da Turquia e planeia enviar um total de 20 toneladas de ajuda para a ilha, por via aérea e marítima.
A comunicação social estatal cubana informou que partiu recentemente de Chile mais um carregamento e que, além disso, um grupo de 140 voluntários (incluindo médicos, advogados, líderes sindicais e ativistas) viajará na sexta-feira de Miami para Havana, com 2,8 toneladas de material médico.
Cuba encontra-se numa crise económica que se arrasta desde o início da pandemia do coronavírus. Esta situação é ainda agravada pela suspensão, em janeiro, dos fornecimentos de petróleo da Venezuela.