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Espanha retira 100 soldados para a Turquia após noite "muito difícil" no Iraque

ARQUIVO: Uma unidade espanhola de manutenção da paz da ONU na sua base em Marjayoun, no sul do Líbano, a 9 de fevereiro de 2010.
ARQUIVO: Uma unidade espanhola de manutenção da paz da ONU na sua base em Marjayoun, no sul do Líbano, a 9 de fevereiro de 2010. Direitos de autor  Copyright 2010 AP. All rights reserved.
Direitos de autor Copyright 2010 AP. All rights reserved.
De Rafael Salido
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Espanha retirou uma centena de soldados destacados no Iraque para a Turquia após uma noite de fogo cruzado. Governo planeia retirar mais 200 soldados nas próximas horas. Os capacetes azuis espanhóis no Líbano estiveram abrigados em bunkers durante horas devido aos bombardeamentos.

O governo espanhol retirou uma centena de soldados destacados no Iraque para a Turquia, após uma noite que a ministra da Defesa, Margarita Robles, descreveu como "muito complicada", marcada pelo ruído de mísseis. A transferência vem no seguimento da deterioração da situação no Médio Oriente, que tornou necessária a adaptação das missões internacionais no país.

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Segundo a ministra da Defesa de Espanha, 57 soldados da coligação internacional Inherent Resolve e 42 da missão da NATO no Iraque já foram transferidos para a Turquia. "Os nossos soldados já não estão no Iraque, os 100 que partiram foram transferidos para a Turquia", garantiu Robles aos meios de comunicação social, sublinhando que o objetivo é que todos regressem a Espanha.

A retirada dos últimos 42 soldados na missão da NATO teve lugar durante a madrugada e foi repleta de dificuldades. Robles reconheceu que alguns voos tiveram de ser "abortados" quando os soldados já se encontravam nos bunkers, devido à intensidade dos ataques. Espanha tem três aviões pré-posicionados na zona, à espera de uma "janela de oportunidade" que permita a saída do resto do contingente.

Atualmente, cerca de 200 militares espanhóis permanecem no Iraque, no âmbito da missão da NATO, que conta com 350 elementos, uma situação que a Defesa continua a descrever como "muito complexa". Está prevista a sua deslocação em coordenação com os países aliados. Uma parte das tropas que abandonaram o Iraque já se encontra na base de Incirlik, onde Espanha colocou uma bateria Patriot e mais 150 soldados.

Capacetes azuis espanhóis no Líbano

A ministra alertou também para a grave situação em que se encontram os cerca de 670 militares espanhóis destacados no Líbano no âmbito da missão da ONU (UNIFIL). Robles descreveu uma noite de "bombardeamento intenso" que obrigou os capacetes azuis a permanecerem em bunkers durante mais de 12 horas.

"A situação é muito difícil e preocupante", disse a ministra, que transmitiu a sua preocupação às Nações Unidas para que esta fosse comunicada a Israel. "Vamos estar com o povo libanês e com a UNIFIL, mas pedimos o fim dos ataques", disse, sem excluir uma eventual retirada de cidadãos europeus se a escalada continuar.

Fragata Cristóbal Colón deixa "bandeira bem alta"

As declarações de Robles foram feitas durante a apresentação do prémio "Soldado Idoia Rodríguez, Mujer en las Fuerzas Armadas" 2026. Durante a cerimónia, a ministra estabeleceu uma ligação com Gabriel Pita da Veiga, comandante da fragata Cristóbal Colon, que recentemente se juntou à missão europeia no Mediterrâneo.

"Mais uma vez, a Marinha espanhola está onde tem de estar, deixando a bandeira espanhola bem alta", disse Robles ao comandante. "Esta é uma missão importante, uma missão de proteção do espaço europeu, que também destaca o nosso trabalho conjunto com os nossos aliados".

A fragata Cristobal Colón faz parte da flotilha que escolta o porta-aviões francês Charles de Gaulle, posicionado em águas mediterrânicas depois de drones terem atingido a base britânica da RAF em Akrotiri, em Chipre, após o início da guerra israelo-americana contra o Irão.

"Estamos orgulhosos do trabalho que estamos a fazer em prol da paz e da segurança dos nossos vizinhos mediterrânicos", concluiu Pita da Veiga, que disse estar a falar em nome da sua tripulação.

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