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Alemanha: donos do maior aeroporto enfrentam ação ambiental de 16 milhões de euros

Um avião aproxima-se para aterrar enquanto aeronaves da Lufthansa estão estacionadas no aeroporto de Frankfurt, Alemanha, quinta-feira, 12 de março de 2026
Um avião aproxima-se para aterrar enquanto aeronaves da Lufthansa estão estacionadas no aeroporto de Frankfurt, Alemanha, quinta-feira, 12 de março de 2026. Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved
De Liam Gilliver
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Proprietários do maior aeroporto da Alemanha acusados de abater vastas áreas de floresta no Brasil para construir armazém logístico

Foi intentada uma ação judicial contra a Fraport AG, proprietária do aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, após acusações de destruição ambiental.

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Na quarta-feira, 18 de março, o vereador de Fortaleza Gabriel Biologia intentou uma ação coletiva contra a empresa alemã e outros organismos reguladores públicos, reclamando uma indemnização de 100 milhões de reais brasileiros (cerca de 16,5 milhões de euros).

A ação alega «irregularidades e ilegalidades» relacionadas com a desflorestação de uma área de terreno em redor do aeroporto internacional de Fortaleza, no Brasil, que está a ser desmatada para construir um armazém logístico. O aeroporto internacional de Fortaleza é uma subsidiária da Fraport AG.

Alemanha: proprietários do aeroporto de Frankfurt enfrentam ação ambiental

Segundo a ação, a desflorestação e o projeto de construção «violam» o plano originalmente aprovado no processo de concessão conduzido pela ANAC, a autoridade de aviação civil do Brasil, e apresentam «falhas graves no processo de licenciamento ambiental».

O documento sustenta ainda que entidades públicas foram coniventes com as irregularidades, permitindo a destruição da Mata Atlântica e provocando impactos diretos na fauna e nas comunidades vizinhas.

É alegado que mais de 60 acres de Mata Atlântica – uma das principais zonas de biodiversidade do mundo, que alberga uma em cada 14 espécies de plantas existentes na Terra – foram derrubados para dar lugar ao armazém.

Biologia defende que isto não é apenas um caso de obra não autorizada e pode ser o «maior crime ambiental» que Fortaleza registou na última década.

«Com esta ação queremos garantir a recuperação da mata e responsabilizar quem permitiu que este dano acontecesse», afirma.

Lucro acima de tudo

Hannah Lawrence, porta-voz da Stay Grounded, um grupo que faz campanha pela redução da aviação para combater a crise climática, afirma: «Este caso mostra a desigualdade que está na origem dos projetos de expansão da aviação.

«As grandes multinacionais, obcecadas com o lucro, destroem as comunidades locais e o ambiente e colocam em risco o futuro de todos. Alguns poucos acionistas ricos lucram à custa de comunidades como as de Fortaleza, que suportam um fardo pesado.»

O processo aguarda agora apreciação judicial e está a ser analisado no 7.º Tribunal Federal do Ceará, no Brasil.

A Euronews Green contactou a Fraport AG para obter uma reação.

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