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Alemanha retira Eurofighter da Polónia na frente leste da NATO

Um Eurofighter Typhoon da força aérea em 30 de agosto de 2025, primeiro dia do Salão Internacional de Aviação de Bucareste (BIAS), em Bucareste
Um Eurofighter Typhoon da Luftwaffe a 30 de agosto de 2025, no primeiro dia da Feira Internacional de Aviação de Bucareste (BIAS), em Bucareste Direitos de autor  AP Photo/Andreea Alexandru
Direitos de autor AP Photo/Andreea Alexandru
De Johanna Urbancik
Publicado a Últimas notícias
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A Alemanha retirou os seus Eurofighter da Polónia e encerrou uma importante missão da NATO. Cerca de 150 militares regressam de Malbork à Alemanha.

A Força Aérea alemã retirou os seus Eurofighter da Polónia e pôs fim à missão no flanco leste. Cerca de 150 soldados da Bundeswehr, entre pilotos, técnicos, especialistas em logística, equipas de proteção de instalações e polícia militar, deixaram a base de Malbork, no norte do país, e regressaram à Alemanha.

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Numa publicação na rede social X (fonte em alemão), o comando superior das forças armadas polacas agradeceu o apoio da Bundeswehr e classificou-o como um "gesto extremamente importante de cooperação no âmbito da defesa coletiva". A missão estava prevista desde o início até março de 2026. Ainda não se sabe quem irá substituir o contingente alemão em Malbork.

O destacamento foi realizado em dezembro do ano passado, no quadro da missão denominada "NATO Enhanced Air Policing". O objetivo era proteger o flanco leste da Aliança num contexto de ameaças russas, por exemplo, face a repetidas violações do espaço aéreo e aproximações perigosas de caças russos.

Multiplicaram-se assim situações perigosas que exigiram a intervenção de caças da NATO. Nestes casos, a missão serve para vigiar o espaço aéreo, demonstrar presença e permitir uma reação rápida em caso de necessidade.

Ao longo do último ano, aumentaram os incidentes deste tipo sobre o mar Báltico, a Polónia e os Estados bálticos. Observadores militares interpretam estes voos como demonstrações deliberadas de força por parte de Moscovo. Ao voarem repetidamente próximo das fronteiras da Aliança, os aparelhos russos parecem testar de forma deliberada a capacidade de reação da NATO.

Segundo a NATO, só em 2023 houve mais de 300 descolagens em alerta, durante as quais caças da Aliança intercetaram aviões militares russos.

Tensão crescente na região do Báltico

O espaço aéreo dos Estados bálticos é violado com muito maior frequência. Há menos de uma semana, em 18 de março, um caça russo entrou no espaço aéreo da Estónia. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros estónio, Margus Tsahkna, tratou-se de um caça russo do tipo Su-30, que permaneceu cerca de um minuto no espaço aéreo da Estónia. Também neste caso, foi ativada a missão de vigilância aérea da NATO no Báltico, e caças da Força Aérea italiana descolaram para intercetar o aparelho.

O Su-30SM é um caça multifunções biplace das forças aéreas russas e integra a família Su-30. O aparelho é considerado particularmente manobrável e foi concebido tanto para combates aéreos como para ataques a alvos em terra.

Graças a radares modernos, mísseis guiados e armamento de precisão, o avião pode realizar tanto missões de reconhecimento como operações de combate. Na região do Báltico, este modelo surge regularmente em missões de interceção da NATO, por exemplo, em aproximações perigosas ao espaço aéreo da Aliança ou como escolta de aviões de reconhecimento russos.

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