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OPEP+ vai aumentar a produção de crude: Será que vai fazer diferença nos preços do petróleo?

Uma estação de serviço no centro da cidade de Essen, na Alemanha, mostra os preços elevados dos combustíveis devido à guerra no Irão, quarta-feira, 1 de abril de 2026. (AP Photo/Martin Meissner)
Uma estação de serviço no centro da cidade de Essen, na Alemanha, mostra os preços elevados dos combustíveis devido à guerra no Irão, quarta-feira, 1 de abril de 2026. (AP Photo/Martin Meissner) -  Direitos de autor  AP Photo
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De Angela Barnes
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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+) concordaram em aumentar a sua produção de crude, uma vez que o conflito no Médio Oriente continua a perturbar o tráfego de petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz.

Os membros da OPEP+ reuniram-se virtualmente no domingo e depois anunciaram planos para aumentar as quotas de crude em 206 mil barris por dia (bpd) em maio, uma vez que o Estreito de Ormuz, que é a rota mais importante do mundo para o ouro negro, continua a enfrentar interrupções devido ao conflito entre os EUA e Israel e o Irão.

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No entanto, o modesto aumento acordado pelos oito principais países produtores - Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã - não é suscetível de fazer baixar os preços do petróleo, uma vez que representa menos de 2% do abastecimento interrompido pelo encerramento do Estreito de Ormuz.

Além disso, o aumento é mais simbólico do que material, uma vez que o petróleo não pode ser exportado até à abertura do Estreito de Ormuz.

"No seu compromisso coletivo de apoiar a estabilidade do mercado petrolífero, os oito países participantes decidiram implementar um ajustamento da produção de 206 mil barris por dia a partir dos 1,65 milhões de barris por dia de ajustamentos voluntários adicionais anunciados em abril de 2023. Este ajustamento será implementado em maio de 2026", afirmou o grupo em comunicado.

A declaração dos membros também observou que os 1,65 milhões de barris por dia podem ser devolvidos em parte ou na totalidade, sujeitos à evolução das condições de mercado e de forma gradual.

"Os países continuarão a monitorar e avaliar de perto as condições de mercado e, nos seus esforços contínuos para apoiar a estabilidade do mercado, reafirmaram a importância de adotar uma abordagem cautelosa e manter total flexibilidade para aumentar, pausar ou reverter a eliminação gradual dos ajustes voluntários de produção, incluindo a reversão dos ajustes voluntários implementados anteriormente de 2,2 milhões de barris por dia anunciados em novembro de 2023", sublinhou ainda a organização na mesma nota.

Compensar as perturbações do mercado

Osama Rizvi, analista de energia e de mercados, disse à Euronews que os esforços da OPEP, por enquanto, não vão resultar em nada.

"A produção da OPEP em março caiu 7,3 milhões de barris por dia. Isto sugere que o grupo já está sob uma pressão significativa, uma vez que os casos de força maior e a interrupção de mais de 50 instalações de energia criaram problemas estruturais de abastecimento. Por outro lado, o aumento planeado de 206.000 barris por dia é modesto e quase insignificante quando comparado com a perda de fornecimento através do Estreito de Ormuz, bem como com as perdas de produção resultantes do conflito", justificou.

"O que pode ajudar os mercados petrolíferos a médio e longo prazo é a destruição da procura, uma vez que se espera que as taxas de juro dos EUA subam e o dólar se fortaleça. Mas, por enquanto, nenhuma oferta adicional - quer seja a libertação de 400 milhões de barris pela AIE ou o aumento da produção da OPEP - pode compensar o que o mundo está a perder através de Ormuz", explicou Rizvi.

Esforços para estabilizar a subida dos preços do petróleo

Os preços do petróleo subiram desde o início do conflito com o Irão, com o Brent e o crude americano a aproximarem-se dos 120 dólares por barril, aumentando os custos dos combustíveis e pressionando os consumidores e as empresas de todo o mundo.

A J.P. Morgan afirmou numa nota na quinta-feira que os preços do petróleo podem atingir os 150 dólares por barril se os fluxos de abastecimento continuarem a ser interrompidos até meados de maio.

Entretanto, o Presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irão um prazo até terça-feira para abrir o Estreito de Ormuz e prometeu atacar as centrais elétricas e as pontes do país caso contrário.

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