Epstein morreu sob custódia federal em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual envolvendo menores, mas o escândalo tem repetidamente ensombrado a segunda presidência de Trump.
A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, fez uma declaração surpresa à frente das câmaras, na quinta-feira, negando alegações não especificadas sobre ela e Jeffrey Epstein, um escândalo que o seu marido, o presidente Donald Trump, há muito que minimiza.
As declarações da ex-modelo de 55 anos na Casa Branca foram feitas sem aviso prévio e sem qualquer explicação para o facto de ter falado agora do falecido criminoso sexual Epstein.
"As mentiras que me ligam ao infame Jeffrey Epstein têm de acabar hoje", disse. "Os indivíduos que mentem sobre mim são desprovidos de padrões éticos, humildade e respeito".
A primeira-dama, nascida na Eslovénia, negou categoricamente qualquer ligação a Epstein, com quem ela e o marido já tinham sido fotografados na cena social de Nova Iorque.
"Tenham cuidado com aquilo em que acreditam: estas imagens e histórias são completamente falsas".
A declaração servirá para reacender o escândalo Epstein, no momento em que a atenção dos meios de comunicação social começa a desviar-se da guerra de Trump no Irão.
Epstein morreu sob custódia federal em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual envolvendo menores, mas o escândalo tem repetidamente ofuscado a segunda presidência de Trump.
No ano passado, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou grandes quantidades de ficheiros relacionados com Epstein. O presidente também negou qualquer ligação com os crimes de Epstein.
"Nunca tive qualquer conhecimento dos abusos cometidos por Epstein contra as suas vítimas. Nunca estive envolvido em qualquer atividade. Não participei. Nunca estive no avião de Epstein e nunca visitei a sua ilha privada", disse Melania Trump.
"Nunca fui legalmente acusada ou convencida de um crime relacionado com o tráfico sexual de Epstein, abuso de menores e outros comportamentos repulsivos".
A primeira-dama também instou o Congresso a realizar uma audiência pública para os sobreviventes do abuso de Epstein para "dar a essas vítimas a oportunidade de testemunhar sob juramento".