O Ministério Público pediu esta sexta-feira três anos de internamento em centro educativo, a medida mais gravosa. Jovem de 14 anos conhece a sentença a 17 de abril.
Decorreram esta sexta-feira as alegações finais no âmbito de um Processo Tutelar Educativo, que visa julgar um jovem suspeito do crime de homicídio qualificado.
O adolescente é suspeito de balear a própria mãe em casa, num caso que chocou o país.
No Tribunal da Família e Menores de Aveiro o Ministério Público pediu a pena de três anos de internamento num centro educativo em regime fechado, a medida considerada mais gravosa.
O julgamento decorre à porta fechada mas sabe-se agora que a sentença será conhecida já no dia 17 de abril.
Atualmente, o menor cumpre a medida cautelar de guarda em centro educativo no Porto em regime fechado, por decisão da juíza do Tribunal de Família e Menores de Aveiro.
De acordo com o Correio da Manhã, a defesa do jovem pediu hoje que esta medida inicialmente aplicada, transitasse para regime semi-aberto, ainda que avaliado e com acompanhamento psiquiátrico. Segundo a publicação, as advogadas justificam a medida com a necessidade de, mais tarde, reintegrar o jovem na sociedade.
O homicídio que chocou o país
O adolescente aqui visado é o único suspeito da morte de Susana Gravato, em outubro de 2025. Com 49 anos, a mulher era vereadora responsável por vários pelouros importantes no município de Vagos e mãe de dois filhos.
O jovem terá usado uma arma de fogo pertencente ao pai, guardada num cofre, cujo código terá decorado. Tapou as câmaras de videovigilância no exterior da casa, simulou um assalto, remexendo as várias divisões, e tapou o corpo da mãe com uma manta depois de a matar.
O crime deixou em choque não só o município de Vagos mas todo o país, que questionou em uníssono como um adolescente poderia perpetrar tal crime.
Por ter menos de 16 anos, o jovem é considerado inimputável, não podendo cumprir pena nem ser condenado num tribunal regular.