Gianni Infantino confirmou que a seleção iraniana vai participar no Campeonato do Mundo, e insiste que o desporto deve construir pontes e permanecer fora da política.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse na quarta-feira que o Irão vai participar no Campeonato do Mundo de Futebol "de certeza", apesar da guerra em curso no Médio Oriente.
No Fórum Invest in America da CNBC, Infantino afirmou que é importante que o Irão participe no Campeonato do Mundo, apesar da sua participação estar em dúvida desde que os EUA e Israel lançaram ataques aéreos contra o país, a 28 de fevereiro.
"A equipa iraniana virá de certeza, sim", afirmou Infantino. "Esperamos que até lá, claro, a situação seja pacífica".
"Como já disse, isso ajudaria muito. Mas o Irão tem de vir. É claro que eles representam o seu povo. Qualificaram-se. Os jogadores querem jogar", explicou.
Infantino encontrou-se com a equipa nacional iraniana em Antalya, na Turquia, há duas semanas, e disse na quarta-feira que ficou impressionado.
"Fui vê-los. Na verdade, também é uma boa equipa", disse Infantino. "Eles querem mesmo jogar e devem jogar. O desporto deve estar fora da política agora".
Infantino reconheceu que nem sempre é possível conseguir a separação entre o desporto e a política.
"Ok, nós não vivemos na Lua, vivemos no planeta Terra", disse Infantino. "Mas se não há mais ninguém que acredite na construção de pontes e em mantê-las intactas e juntas, bem, nós estamos a fazer esse trabalho."
Os EUA serão co-anfitriões do Campeonato do Mundo com o Canadá e o México.
O Irão deverá disputar dois jogos da fase de grupos nos EUA: um em Inglewood e outro em Seattle.
A guerra levantou dúvidas sobre a participação do Irão no Campeonato do Mundo. Houve comentários públicos contraditórios por parte do governo iraniano e dos responsáveis pelo futebol, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, desencorajou a participação da equipa iraniana no torneio, invocando preocupações de segurança.