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Alemanha e Espanha: preços da energia fazem subir inflação antes de decisão do BCE

Arquivo - Os preços dos combustíveis estão afixados num posto de combustível em Frankfurt, Alemanha, quarta-feira, 1 de abril de 2026.
Foto de arquivo - Preços dos combustíveis afixados num posto de abastecimento em Frankfurt, Alemanha, quarta-feira, 1 de abril de 2026. Direitos de autor  AP Photo/Michael Probst
Direitos de autor AP Photo/Michael Probst
De Doloresz Katanich
Publicado a Últimas notícias
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A inflação subiu em abril na Alemanha e em Espanha, impulsionada pelos custos da energia, mantendo a zona euro acima da meta de 2% do Banco Central Europeu.

Os preços na Alemanha aumentaram 2,9% em abril face ao mesmo mês do ano passado, segundo estimativas preliminares do Instituto Federal de Estatística. Trata-se da taxa de inflação mais elevada na maior economia europeia desde janeiro de 2024.

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O índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) na Alemanha aumentou 0,5% em cadeia em abril de 2026, depois de uma subida de 1,2% em março.

O aumento dos preços no consumidor resultaram sobretudo dos custos da energia, que dispararam mais de 10% em termos homólogos, principalmente devido ao conflito em curso no Médio Oriente e às perturbações nos mercados energéticos globais, incluindo a turbulência após o encerramento do Estreito de Ormuz, na sequência de ataques dos Estados Unidos e de Israel.

De acordo com os dados não harmonizados com a UE, a inflação dos produtos alimentares também subiu ligeiramente para 1,2%, face a 0,9%, enquanto a inflação nos serviços abrandou para 2,8%, depois de 3,2%. A taxa de inflação subjacente, que exclui alimentação e energia, desceu para 2,3%, o nível mais baixo desde junho de 2021.

Noutro relatório, o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Espanha indicou que a taxa de inflação homóloga harmonizada com a UE — o indicador utilizado pelo Banco Central Europeu para comparar os países da área do euro — acelerou para 3,5% em abril de 2026, o valor mais elevado desde junho de 2024, após 3,4% no mês anterior.

Em termos mensais, a inflação aumentou 0,7%, ligeiramente acima do esperado, depois de uma subida de 1,7% em março.

Já no final de março, o governo espanhol aprovou um pacote de 80 medidas para travar a subida dos preços da energia, incluindo uma redução do IVA sobre os combustíveis.

Os dados não harmonizados com a UE mostraram que os preços da eletricidade recuaram, refletindo em parte essas medidas governamentais para atenuar o impacto da guerra com o Irão, mas os preços dos combustíveis e lubrificantes para veículos particulares continuaram a subir.

Os dados de inflação dos dois países surgem numa altura em que aumentam as preocupações de que a crise no Médio Oriente esteja a colocar a inflação da área do euro numa trajetória mais elevada, podendo obrigar o Banco Central Europeu a voltar a aumentar as principais taxas de juro para conter a subida dos preços.

O BCE deverá decidir sobre a orientação futura das taxas na quinta-feira, em Frankfurt.

Os dados de França e de Itália serão publicados na quinta-feira, em simultâneo com a leitura para a área do euro a 21, que deverá apontar para uma inflação de 3%, acima da meta de 2% do BCE e no nível mais alto desde 2023.

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