A polícia indicou que os primeiros testemunhos apontam para que o incêndio tenha começado numa arrecadação onde estavam empilhados dezenas de colchões.
O proprietário de um lar de idosos que funcionava ilegalmente no Sri Lanka ficou em prisão preventiva esta quinta-feira, um dia depois de um incêndio ter matado 12 residentes e ferido outras seis pessoas, informaram as autoridades.
Isuru Anushka, responsável pelo lar Maupiya Sewana, situado a sul da capital, Colombo, foi detido até 11 de junho, enquanto prossegue a investigação ao incêndio de quarta-feira, um dos mais mortíferos na ilha em décadas.
Num inquérito dirigido por um magistrado, as autoridades explicaram que a instituição não estava autorizada a funcionar como lar de idosos e não cumpria os padrões mínimos definidos pelos reguladores.
"As autoridades policiais foram instruídas a investigar eventuais violações das normas que regem os cuidados a idosos", disse um agente aos jornalistas, à saída de uma audiência preliminar.
O inquérito apurou ainda que 11 residentes morreram carbonizados no local, enquanto a 12.ª vítima acabou por morrer num hospital local devido à gravidade das queimaduras.
Outras seis pessoas conseguiram escapar, mas sofreram complicações provocadas pela inalação de fumo.
Peritos forenses vasculharam os destroços do edifício de um só piso e descobriram sete corpos carbonizados na manhã de quinta-feira, elevando o balanço de mortos para 12, a partir dos cinco inicialmente registados na quarta-feira.
Um fotógrafo da agência noticiosa AFP relatou ter visto na quinta-feira o proprietário algemado a ser conduzido ao local, enquanto a polícia ouvia sobreviventes e vizinhos.
Além de residentes idosos, as instalações acolhiam também jovens com problemas de saúde mental.
A vítima mais jovem era um rapaz de 17 anos, indicou a polícia.
Segundo as autoridades, os primeiros testemunhos apontam para que o incêndio tenha começado numa arrecadação onde se encontravam dezenas de colchões empilhados.
O porta-voz da polícia, Frederick Wootler, afirmou que 51 residentes e membros do pessoal resgatados na quarta-feira foram transferidos para uma escola pública nas proximidades.