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Ataque a cargueiros no Mar de Azov mata cinco marinheiros

ARQUIVO: Navios-tanque encontram-se ancorados no mar Negro, perto do estreito do Bósforo, em Istambul, a 15 de dezembro de 2022
ARQUIVO: Petroleiros fundeados no mar Negro, perto do estreito do Bósforo, em Istambul, 15 de dezembro de 2022 Direitos de autor  AP photo
Direitos de autor AP photo
De Saida Rustamova
Publicado a
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Os cargueiros Natra e Zirkon, ambos com características da frota-sombra russa e a caminho de carregar cereais num porto ligado a grão saqueado à Ucrânia, foram atingidos durante a noite perto de Taganrog.

Cinco marinheiros com nacionalidade do Azerbaijão terão morrido depois de dois navios de carga terem sido atingidos por drones no mar de Azov, perto do porto russo de Taganrog, indicou na sexta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Azerbaijão.

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Os navios, identificados como os cargueiros Natra e Zirkon, seguiam alegadamente da Turquia para Rostov-on-Don para carregar cereais quando o incidente ocorreu durante a noite de sexta-feira, segundo relatos da comunicação social.

O Natra, que navegava sob pavilhão do Belize, terá sido atingido várias vezes, provocando a morte de dois membros da tripulação. Um incêndio a bordo foi posteriormente controlado, enquanto o navio se manteve à tona, mas terá ficado sem propulsão.

O segundo navio, o Zirkon, registado sob pavilhão de Palau, terá igualmente sofrido vários impactos. Três membros da tripulação terão morrido depois de deflagrar um incêndio a bordo, levando os restantes tripulantes a abandonar o navio antes da chegada dos serviços de emergência à área.

Informações preliminares indicam que 12 cidadãos do Azerbaijão prestavam serviço a bordo do Natra e 14 a bordo do Zirkon, ao abrigo de contratos privados de trabalho civil. Os marinheiros não estavam ligados a qualquer atividade oficial do Estado azerbaijanês.

Vários tripulantes sobreviventes terão sido retirados para portos próximos para exames médicos e assistência de emergência, embora haja poucas informações sobre o seu estado.

O Azerbaijão tem reiteradamente instado os seus cidadãos a evitarem viajar para zonas de conflito ou trabalharem nessas áreas, sublinhando que a segurança dos civis não pode ser plenamente garantida.

Bases de dados de transporte marítimo indicam que o Zirkon operou anteriormente sob pavilhão russo antes de ser novamente registado em Palau em 2022. O Natra também já içou outros pavilhões no passado, incluindo os das Ilhas Cook e de Vanuatu, segundo sites especializados em navegação.

Os históricos de pavilhão de ambos os navios são compatíveis com a chamada frota sombra russa, a rede de navios envelhecidos, muitas vezes sem seguro, que navegam sob pavilhões de conveniência e que Moscovo utiliza para contornar as sanções ocidentais ao seu comércio marítimo.

Belize e Palau estão entre os registos mais utilizados na frota sombra russa. A UE e os Estados Unidos sancionaram numerosos navios desta rede por transportarem petróleo russo, embora nem o Natra nem o Zirkon constassem das listas de sanções públicas à data do incidente.

O comandante das forças ucranianas de sistemas não tripulados, Robert Brovdi, afirmou que drones ucranianos "atingiram cinco navios que se encontravam ilegalmente na zona durante a noite de 5 de junho, nos portos de Mariupol e Berdiansk e nas águas costeiras dos territórios temporariamente ocupados".

Acrescentou que estavam a ser utilizados para transportar cereais a partir de zonas ocupadas da Ucrânia e não comentou especificamente a declaração de Baku de que cinco cidadãos tinham morrido.

Os navios dirigiam-se para Rostov-on-Don, um dos principais portos russos de exportação de cereais no mar de Azov.

Rostov e o porto vizinho de Taganrog têm sido repetidamente identificados por governos ocidentais e pela Ucrânia como pontos de passagem de cereais saqueados em territórios ucranianos ocupados pela Rússia.

Desde a invasão em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, a Rússia tem retirado sistematicamente cereais das regiões ocupadas de Zaporíjia, Kherson, Donetsk e Luhansk.

O acompanhamento por satélite de navios corroborou as afirmações ucranianas e ocidentais de que quantidades significativas de cereais saíram de portos russos no mar Negro e no mar de Azov.

A Ucrânia tem levado a cabo, desde 2022, uma vasta campanha de drones navais no mar Negro e no mar de Azov, visando navios de guerra russos e embarcações comerciais.

Outras fontes • AFP

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