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Portugal estreia-se no Mundial 2026 com um desanimador empate frente à RD Congo

Cristiano Ronaldo, de Portugal, à direita, controla a bola enquanto Chancel Mbemba, do Congo, defende durante o jogo do Grupo K do Campeonato do Mundo de futebol entre Portuga
Cristiano Ronaldo, de Portugal, à direita, controla a bola enquanto Chancel Mbemba, do Congo, defende durante o jogo do Grupo K do Campeonato do Mundo de futebol entre Portuga Direitos de autor  AP Photo/Karen Warren
Direitos de autor AP Photo/Karen Warren
De Manuel Ribeiro  & Ema Gil Pires
Publicado a Últimas notícias
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Em mais um jogo da Seleção Nacional que, tal como tantos outros, foi de sofrimento até aos instantes finais, faltou ao onze português a capacidade de concretizar na frente, perante uma equipa oponente, teoricamente inferior, mas que se bateu de igual para igual contra nomes galáticos do futebol.

O país voltou a parar para assistir à estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de 2026, que aconteceu esta quarta-feira, em Houston, no Texas. Ninguém quis perder aquele que poderá ser o adeus de Cristiano Ronaldo em mundiais. E, como tem sido hábito no nosso país: para tudo. Até o debate parlamentar quinzenal foi antecipado por uma hora de modo a terminar antes das 18h00, hora do pontapé de saída entre Portugal e a República Democrática do Congo, num estádio coberto e com capacidade para 71 mil pessoas.

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A seleção das quinas entrou em campo sem Rúben Dias, tal como esperado, na sequência de uma lesão contraída pelo defesa-central, segundo o selecionador Roberto Martínez, no último embate de preparação para a competição, contra a Nigéria. No seu lugar surgiu Tomás Araújo, num onze que, de resto, contou com poucas surpresas.

Os jogadores encontram-se em campo no Estádio de Houston antes do jogo do Grupo K do Campeonato do Mundo de Futebol entre Portugal e o Congo
Os jogadores encontram-se em campo no Estádio de Houston antes do jogo do Grupo K do Campeonato do Mundo de Futebol entre Portugal e o Congo AP Photo/Michael Wyke

Já a República Democrática do Congo, que regressa ao palco dos mundiais 52 anos depois (a última presença foi em 1974, quando o país se chamava Zaire), entrou em campo com nomes conhecidos dos portugueses, como Mbemba, ex-FC Porto e atualmente a militar no Lille de França. Simon Banza, ex-Famalicão e SC Braga, e Pickle, que também vestiu, no passado, a camisola do Famalicão, começaram no banco e são outros nomes que passaram pelo futebol português. Yoane Wissa, avançado do Newcastle, é a estrela atual dos “Leopardos”.

João Neves abriu o marcador logo aos seis minutos, de cabeça, na sequência de um cruzamento de Pedro Neto, o que deu maior tranquilidade à equipa das quinas, pelo menos, temporariamente.

A fechar a primeira parte, perante um estádio praticamente cheio, Portugal deixa-se adormecer e sofre o empate. Wissa marca de cabeça na sequência de um pontapé de canto, ao minuto 45+5. O primeiro golo de sempre da RD Congo num Mundial.

Na segunda parte, Francisco Conceição entrou para o lugar de Bernardo Silva. O novo reforço do Real Madrid teve um começo de Mundial fraco e, talvez por isso, Martínez o tenha substituído. Também Rafael Leão e Nélson Semedo acabariam por subir ao relvado, ao minuto 71, para os lugares de Pedro Neto e Nuno Mendes. Contudo, toda a equipa nacional teve uma exibição muito apagada. Faltou rematar à baliza.

Já CR7, em dia de aniversário do seu filho mais velho, Cristianinho, também não esteve nos seus melhores dias. O capitão, de 41 anos, no seu sexto Campeonato do Mundo em representação da Seleção Nacional, apresentou uma prestação modesta, sem grandes rasgos, e as raras oportunidades que teve, desperdiçou-as.

Quase a fechar, aos 82 minutos, Martínez substitui Vitinha por Gonçalo Ramos, mantendo um Ronaldo sem chama em campo. Vitinha foi um dos melhores da partida, mas o homem do jogo foi João Neves. Francisco Conceição também não esteve mal por tentar reacender a chama que esteve sempre a meio-lume.

Em mais um jogo da Seleção Nacional que, tal como tantos outros, foi de sofrimento até aos instantes finais, faltou ao onze português a capacidade de concretizar na frente, perante uma equipa oponente, teoricamente inferior, mas que se bateu de igual para igual contra nomes galáticos do futebol mundial.

O empate da equipa das quinas contou com a assistência especial dos pais de Diogo Jota, internacional português que perdeu a vida, juntamente com o irmão, André, num acidente de viação no verão passado. O simbólico “28.º jogador”, não esquecido pelo selecionador no momento do anúncio dos convocados para este Mundial, que será “para sempre”, nas palavras de Martínez, parte do coletivo.

O próximo jogo da Seleção Portuguesa de Futebol está agendado para terça-feira, dia 23 de junho, às 18h00 (hora de Portugal continental).

A formação liderada por Roberto Martínez irá defrontar o Uzbequistão no mesmo estádio, em Houston, onde a equipa acabou de empatar com o Congo, deixando os leopardos a celebrar efusivamente pelo resultado.

No último confronto a contar para a fase de grupos, os campeões europeus de futebol de 2016 terão pela frente a Colômbia no Hard Rock Stadium, em Miami, a 28 de junho, às 00h30 (hora de Portugal continental).

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