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Nunca Portugal foi tão favorito: é desta que Cristiano Ronaldo ganha o Mundial?

Cristiano Ronaldo e o restante grupo da seleção nacional
Cristiano Ronaldo e o restante grupo da seleção nacional Direitos de autor  Cristiano Ronaldo/Instagram
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De João Azevedo
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A seleção portuguesa, que neste Campeonato do Mundo tem mais opções de elite em vários setores do terreno, é vista pela crítica como a mais completa de sempre. Mas há sombras no horizonte: aos 41 anos, CR7 é mais-valia ou já perdeu influência? O selecionador também não é consensual.

Talvez nunca como agora a seleção portuguesa tenha estado tão bem lançada para ir à conquista do primeiro Campeonato do Mundo do seu palmarés. A onda de confiança, gerada pelo segundo título na Liga das Nações frente à campeã europeia Espanha e pelo sucesso de vários jogadores lusos nos respetivos clubes, é surfada, desde logo, internamente.

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"Vai Dar Portugal" foi o mote escolhido pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) na projeção do Mundial. A campanha oficial, divulgada no final de março, retrata a navegação do rebocador "Esperança" num mar agitado por uma tempestade, com referências à "crença inabalável dos portugueses".

"Haja o que houver, dê por onde der, nunca estivemos tão perto". Esta é parte da mensagem que acompanha o vídeo e que captura com toda a propriedade o otimismo sentido nas hostes lusas. Bernardo Silva, um dos 27 eleitos pelo selecionador Roberto Martínez para a aventura do outro lado do Atlântico, foi o espelho da postura ambiciosa da equipa das quinas, garantindo que Portugal não se acanha perante quem quer que seja.

"Temos confiança, determinação e vamos para ganhar", afirmou o jogador aos jornalistas, após a vitória sobre o Chile num encontro de preparação, no Jamor, na primeira semana de junho, insistindo que nenhuma outra formação tem mais predicados do que Portugal. "Há outras seleções que vão com a mesma intenção e não são mais nem menos candidatos do que nós", acrescentou.

O selecionador agarrou-se a superstições para dar mais força ao espírito vencedor e mencionou a simbologia do número 6, ligado às mais notáveis campanhas portuguesas nas principais competições internacionais.

Em 1966, os "Magriços" liderados por Eusébio alcançaram o terceiro lugar no Mundial de Inglaterra, melhor desempenho de sempre, enquanto a chamada "geração de ouro", capitaneada por Luís Figo, ficou em quarto no Campeonato do Mundo da Alemanha, em 2006. Este ano, mais um terminado em 6, pode, por isso, ser bom presságio.

"Acredito muito em numerologia. Acho que o número 6 pode trazer algo muito bom ao grupo", declarou Roberto Martínez em entrevista à RTP Notícias, em maio. As coincidências, ou sinais do destino, acumulam-se: será o 6.º Mundial da carreira de Cristiano Ronaldo.

Onze inicial de Portugal no último jogo de preparação para o Mundial frente à Nigéria, junho 2026
Onze inicial de Portugal no último jogo de preparação para o Mundial frente à Nigéria, junho 2026 AP Photo/Ana Brigida

As forças do além vão dando ímpeto à candidatura nacional. O brasileiro Michael Bruno, conhecido como o “Vidente das Copas” por ter acertado no vencedor de três das últimas quatro edições, já anunciou que Portugal será campeão mundial ao bater Espanha na final marcada para 19 de julho em East Rutherford, nos arredores da cidade de Nova Iorque.

Dentro do universo desportivo, mesmo quem não chuta bolas tem previsões alinhadas com a causa de Ronaldo e companhia. "Vou ser atrevido: Portugal vai conquistar o Mundial, vai ganhar ao México na final", afirmou Novak Djokovic, o melhor tenista de todos os tempos, a um youtuber jordano durante o Grande Prémio de Abu Dhabi de Fórmula 1 em dezembro.

Mais ou menos esotéricos, estes vereditos refletem um maior entusiasmo com a seleção portuguesa, que, neste Mundial de 2026, está mais bem cotada nos mercados de apostas comparativamente a edições transatas do torneio: surge agora, tendencialmente, num segundo patamar de favoritos a levantar a taça, rivalizando com o pentacampeão Brasil e a detentora do título Argentina, e logo abaixo de Espanha, França e Inglaterra.

Por exemplo, em 2006, mesmo impulsionado pela presença na final do Euro dois anos antes, Portugal, aos olhos dos apostadores, tinha menos chances do que os Países Baixos. À partida para o Mundial de 2018, apesar de valorizado pela vitória no Europeu de França contra os gauleses, estava atrás da Bélgica.

Muito mais por onde escolher

A “geração de ouro” que, sob o comando de Carlos Queiroz, arrecadou dois Mundiais de Sub-20 consecutivos (1989 e 1991), devolveu ao futebol português um protagonismo internacional não visto desde os tempos de Eusébio, ainda que tenha passado ao lado de um grande título em seniores.

Fernando Couto, Figo, Rui Costa, Paulo Sousa ou João Vieira Pinto destacavam-se num grupo que deixou marca, mas carecia da riqueza de soluções existente no elenco mais recente.

No Mundial de 2006, e mesmo com alguns desses jogadores já retirados, o onze inicial tinha solidez: Ricardo Carvalho, peça fundamental do Chelsea que dominou a liga inglesa, controlava a linha defensiva, com o "mágico" Deco, campeão de Espanha e da Europa pelo Barcelona, a guiar uma equipa potenciada por um Cristiano Ronaldo ainda em crescimento, mas nuclear no Manchester United, e pelo traquejo de Figo, vencedor da liga italiana dessa temporada ao serviço do Inter.

No entanto, nos confrontos com adversários de monta, as limitações em várias posições fizeram-se notar. A partir de 2010, a intensidade e mentalidade de Pepe elevaram o perfil competitivo da seleção, contribuindo para os triunfos no Euro 2016 e na edição inaugural da Liga das Nações em 2019, embora Portugal, nos diferentes setores do campo, sobretudo no plano ofensivo, continuasse sem a profundidade de plantel para se impor perante a fina flor do futebol mundial.

Uma realidade atestada pela eliminação, em 2018, nos oitavos de final do Mundial da Rússia, após a derrota por 2-1 frente ao Uruguai, que não figurava de todo entre os candidatos ao título, num duelo em que até foi Pepe a marcar o golo de Portugal.

No torneio de 2022, viu-se já uma transição geracional com a inclusão de jogadores que estão, neste momento, mais evoluídos na seleção de 2026, apontada por vários analistas como a mais completa de sempre.

A baliza continua a ser guardada por Diogo Costa, motivado pelo terceiro campeonato ganho com o Futebol Clube do Porto (FCP). Habituado a contendas de pressão máxima, o dono das redes portuguesas tem a vantagem de ser um especialista em grandes penalidades. Em 2024, tornou-se o primeiro guarda-redes da história do Europeu a parar três penáltis num desempate da marca dos 11 metros.

A saída de Pepe deixou um vazio, incluindo ao nível da liderança, mas que, em termos posicionais, pelo menos, foi atenuado pelas chamadas de Gonçalo Inácio, pilar do Sporting campeão nacional nas épocas recentes, e de Renato Veiga, um dos jogadores mais utilizados no Villarreal, que terminou a liga espanhola em terceiro lugar, só atrás de Barcelona e Real Madrid.

Ambos tiveram papel ativo na campanha vitoriosa na Liga das Nações em 2025 e emergem como parceiros fiáveis para o patrão da defesa, Rúben Dias, que fará o seu terceiro Mundial.

Nuno Mendes
Nuno Mendes AP Photo/Armando Franca

Nas laterais, Portugal exibe, hoje em dia, maior agressividade e poder ofensivo com um Nuno Mendes que está num patamar superior em relação ao que se viu dele no Qatar, onde, de resto, só realizou uma partida, a segunda da fase de grupos contra o Uruguai, acabando por lesionar-se e ficar indisponível para o que restava. É, agora, um dos indiscutíveis do bicampeão europeu Paris Saint-Germain (PSG), tal como os médios João Neves, em estreia em Campeonatos do Mundo, e Vitinha, que, há quatro anos, era suplente, tendo, entretanto, dado um brutal salto qualitativo.

No último terço do campo, Francisco Conceição, da Juventus, Francisco Trincão, do Sporting, e Pedro Neto, extremo campeão do mundo pelo Chelsea, são novidades que acrescentam capacidade de desequilíbrio e de criação de oportunidades de golo. Reforçam um ataque que, desta vez, conta com um Gonçalo Ramos mais maduro e já estabelecido como dianteiro de elite mundial.

Pedro Neto
Pedro Neto AP Photo/Armando França

O Portugal de 2026 combina experiência com irreverência e, acima de tudo, tem múltiplas opções de alto nível para todas as posições. Além disso, há mais jogadores que têm peso em clubes de topo e que estão no auge da carreira.

Melhor meio-campo do mundo?

A força motriz de Portugal está no centro do terreno. Bernardo Silva, que se prepara para o terceiro Mundial, mantém uma produção elevada apesar de ser trintão - assegura retenção de bola em espaços apertados, ligação entre setores e até vantagem numérica quando, como falso ala, se desvia para dentro e pega no jogo.

É uma unidade de enorme valor, a par de Rúben Neves, médio de raiz que também pode ser defesa-central e que, na terceira jornada da fase de qualificação, se revelou decisivo em zona adiantada, ao carimbar, nos descontos, três importantíssimos pontos na receção à República da Irlanda.

Rúben Neves e Bernardo Silva em disputa de bola com Florian Wirtz na meia-final da Liga das Nações entre Portugal e Alemanha, junho 2025
Rúben Neves e Bernardo Silva em disputa de bola com Florian Wirtz na meia-final da Liga das Nações entre Portugal e Alemanha, junho 2025 AP Photo/Martin Meissner

Ainda assim, o que tem chamado a atenção do mundo do futebol é o trio João Neves, Vitinha e Bruno Fernandes.

O centro-campista formado no Benfica, campeão nacional pelas águias aos 18 anos, teve uma ascensão meteórica. A primeira internacionalização chegou em outubro de 2023 numa partida frente à Bósnia e Herzegovina, de qualificação para o Europeu do ano seguinte, competição na qual participou em dois jogos.

De promessa a confirmação, foi um instante. Em 2024, integrou o projeto milionário do PSG e conseguiu a proeza de se adaptar rapidamente a um clube com alta cobrança e obrigado a vencer. Constitui o motor de uma equipa que coleciona títulos domésticos e que, após mais de uma década de investimento financeiro desmedido, arrecadou duas Ligas dos Campeões de forma consecutiva.

João Neves sobressai na construção das jogadas, com critério no passe, e igualmente no trabalho defensivo, garantindo intensidade de pressão e rapidez na recuperação da bola. Foi o jogador que venceu o maior número de duelos da final da Champions desta época entre o PSG e o Arsenal (16), o melhor registo a este nível desde Casemiro (18) em 2016. Aliás, na última edição da Liga dos Campeões, totalizou 91 duelos ganhos — acima dele só o colega Nuno Mendes (92).

João Neves em duelo com Bukayo Saka na final da Liga dos Campeões, maio 2026
João Neves em duelo com Bukayo Saka na final da Liga dos Campeões, maio 2026 AP Photo/Denes Erdos

E desengane-se quem pensa que João Neves se fica pela função de "operário": em duas épocas no PSG, leva 14 assistências e outros tantos golos, alguns de cabeça, não obstante a baixa estatura.

Vitinha, produto das escolas de formação do FC Porto, é o organizador de jogo, por excelência. A sua entrada para o estrelato foi acelerada por Luis Enrique, contratado pelo clube parisiense em 2023. "Não consigo pensar em ninguém melhor do que ele [Vitinha] no meio-campo. Posso estar errado, mas não costumo estar errado", declarou o técnico espanhol em abril de 2025, citado pela RMC Sport.

Se João Neves põe a máquina a funcionar, é Vitinha que a conduz, graças à sua inteligência tática e perícia técnica. No início de maio, bateu o recorde de passes numa única edição da Liga dos Campeões, ultrapassando a marca de Xavi. Com Vitinha, a bola parece ter cola: a circulação fluida que ele promove permite o domínio e/ou controlo das partidas. O médio natural de Santo Tirso foi eleito, sem surpresa, o melhor jogador da final de Budapeste.

Vitinha celebra conquista da Liga dos Campeões pelo PSG em Budapeste, maio 2026
Vitinha celebra conquista da Liga dos Campeões pelo PSG em Budapeste, maio 2026 AP Photo/Petr Josek

Com uma base forte a resguardá-lo, Bruno Fernandes terá liberdade para apontar baterias às balizas contrárias. Aos 31 anos, o criativo do Manchester United aborda o seu terceiro Mundial no epílogo daquela que será porventura a temporada mais pujante da carreira. Foi considerado o melhor jogador da última Premier League, prova em que registou 21 assistências e criou 32 oportunidades de golo, o melhor pecúlio nestes departamentos estatísticos nas cinco principais ligas europeias esta época.

Bruno Fernandes celebra após marcar em jogo de preparação para o Mundial frente ao Chile, junho 2026
Bruno Fernandes celebra após marcar em jogo de preparação para o Mundial frente ao Chile, junho 2026 AP Photo/Armando Franca

João Neves, Vitinha e Bruno Fernandes complementam-se bem e têm condições para moldar uma seleção que possa afirmar-se em posse de bola e seja capaz de romper blocos baixos. As maiores dúvidas residem na frente de ataque e no banco.

Dilema CR7 e desconfiança perante Roberto Martínez

O papel de Cristiano Ronaldo, que nunca marcou nas fases a eliminar de um Mundial, continua a ser uma questão sensível para o selecionador. É inegável que a longevidade do capitão merece realce, estando patente nos recordes que continua a acumular.

Na caminhada para o nono Campeonato do Mundo de Portugal, o sétimo seguido, CR7 fez cinco golos e assumiu-se como o jogador português mais prolífico. No empate caseiro face à Hungria, foi mesmo o autor de um bis que fez dele o melhor marcador de sempre das fases de qualificação para um Mundial, com 41 bolas na rede.

Ronaldo é um homem de metas e aposta tudo neste torneio para completar o seu museu, que ostenta 35 títulos, entre competições nacionais e internacionais. O certame nas Américas é, ou parece ser, a derradeira oportunidade para pôr as mãos na taça mais cobiçada do planeta por seleções - a única que lhe falta - como o próprio reconheceu durante um evento na Arábia Saudita em novembro passado.

Cristiano Ronaldo lidera comitiva portuguesa na chegada aos Estados Unidos, junho 2026
Cristiano Ronaldo lidera comitiva portuguesa na chegada aos Estados Unidos, junho 2026 AP Photo/Lynne Sladky

Isto apesar dos rumores de que poderá continuar em atividade para tentar despedir-se do futebol, aos 45 anos, no Mundial de 2030, coorganizado por Portugal, ao lado do filho Cristiano Jr., que representa atualmente os sub-16 do Al Nassr e já joga com as quinas ao peito nos escalões mais jovens.

O próprio selecionador nacional não coloca de parte esse cenário. “Ele vai lutar por isso. Acho que ninguém deve duvidar disso, pelo menos ele conquistou esse direito”, afirmou há poucas semanas Roberto Martínez à rádio espanhola Cadena SER. Seja como for, essa é uma decisão que pode muito bem nem depender de Ronaldo, pelo que as fichas estão todas neste Mundial.

Quando Portugal perdeu com Marrocos, há quatro anos, no Qatar, Cristiano Ronaldo pareceu ter dito adeus à seleção.

A frustração após uma competição em que marcou apenas uma vez, e de grande penalidade, em cinco jogos, foi ampliada por ter sido suplente em duas ocasiões. Contra a Suíça, nos oitavos de final, a ausência de Ronaldo não foi sentida, com a equipa a avançar para uma goleada de 6-1, ancorada num hat-trick de Gonçalo Ramos, o substituto.

Tudo indicava o fim de uma era, mas a contratação de Roberto Martínez em janeiro de 2023 marcou um ponto de inflexão nesta história.

Cristiano Ronaldo em sessão de treino em Palm Beach, Flórida, antes da estreia de Portugal no Mundial, junho 2026
Cristiano Ronaldo em sessão de treino em Palm Beach, Flórida, antes da estreia de Portugal no Mundial, junho 2026 AP Photo/Marta Lavandier

Sob a liderança técnica do espanhol, o atacante português recompôs-se e renovou esperanças, faturando dez golos em nove jogos no trajeto para o Euro 2024. Foi a primeira vez que a seleção lusa selou uma qualificação com dez triunfos em outras tantas partidas.

Ainda que o Europeu tenha sido uma desilusão - Ronaldo ficou em branco e a seleção caiu nos quartos de final - o percurso triunfante na Liga das Nações voltou a energizar o madeirense, que fez o gosto ao pé na meia-final frente à Alemanha e na final diante da Espanha.

Persistem, contudo, dúvidas sobre a condição com que, aos 41 anos, vai atacar a competição que decorre nos Estados Unidos, México e Canadá. O capitão já rejeitou acusações de declínio físico, sendo, no entanto, evidente que perdeu preponderância na manobra da equipa. O derradeiro encontro de qualificação para este Campeonato do Mundo, a 16 de novembro, terminou com o resultado mais gordo de toda a campanha (9-1) e Ronaldo não estava em campo.

Roberto Martínez orienta treino em Palm Beach, Flórida, junho 2026
Roberto Martínez orienta treino em Palm Beach, Flórida, junho 2026 AP Photo/Marta Lavandier

A mobilidade está necessariamente afetada pela idade, mas, dentro da área, Cristiano conserva o instinto goleador e continua a ser uma ameaça para qualquer oponente. O debate é sobre se Roberto Martínez terá coragem para deixá-lo no banco em caso de manifesto sub-rendimento.

No segundo e último compromisso de preparação para o Mundial, em Leiria contra a Nigéria, Martínez substituiu todos os jogadores de campo ao intervalo, exceto Cristiano Ronaldo. Anteriormente, no terceiro embate da fase de grupos no Qatar face à Coreia do Sul, e com a passagem à etapa seguinte garantida, também já tinha rodado quase todos os titulares, mantendo apenas Ronaldo no onze inicial. Até que ponto o estatuto do detentor de cinco Bolas de Ouro condicionará as decisões do treinador?

O passado de Martínez como selecionador da Bélgica é outro fator de desconfiança para os mais céticos. Mesmo com talentos como Thibaut Courtois, Kevin De Bruyne, Eden Hazard ou Romelu Lukaku, o espanhol não conquistou qualquer grande título ao leme da apelidada "geração dourada" dos diabos vermelhos em três torneios (Mundial 2018, Euro 2020 e Mundial 2022).

Cristiano Ronaldo e Roberto Martínez no jogo particular frente à Nigéria, junho 2026
Cristiano Ronaldo e Roberto Martínez no jogo particular frente à Nigéria, junho 2026 AP Photo/Ana Brigida

Por agora, os portugueses preferem olhar para o lado positivo - Martínez é o selecionador de Portugal com maior percentagem de vitórias e é sob a sua orientação que a seleção apresenta a maior média de golos apontados. Falta, porém, passar o teste das fases finais nos maiores palcos.

"Quando as coisas começarem a apertar, aí é que vamos ver os verdadeiros campeões", lembrou Cristiano Ronaldo aos jornalistas, na Cidade do Futebol, antes da partida da comitiva portuguesa para os Estados Unidos. Martínez, Ronaldo e o resto do grupo têm a primeira palavra mais logo. Que a bola comece a rolar.

Calendário de Portugal na fase de grupos do Mundial:

17 de junho

Portugal - RD Congo 18h00 (19h00 CEST) Houston

23 de junho

Portugal - Uzbequistão 18h00 (19:00 CEST) Houston

28 de junho

Colômbia - Portugal 00h30 (1h30 CEST) Miami

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