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Venezuela: 100 portugueses mortos e 14.600 pessoas em acampamentos temporários

Edilma Remo descansa num abrigo temporário para pessoas cujas casas foram danificadas pelos terramotos em Caracas, Venezuela, sexta-feira, 3 de julho de 2026
Edilma Remo descansa num abrigo temporário para pessoas cujas casas ficaram danificadas pelos terramotos em Caracas, Venezuela, sexta-feira, 3 de julho de 2026. Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. (AP Photo/Ariana Cubillos)
Direitos de autor Copyright 2026 The Associated Press. (AP Photo/Ariana Cubillos)
De Escarlata Sánchez
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Treze dias depois dos terramotos que abalaram a Venezuela, 14.634 pessoas continuam alojadas em 87 acampamentos temporários criados pelo governo, informou esta terça-feira o ministro da Educação, Héctor Rodríguez.

Na Venezuela, os efeitos dos terramotos mantêm 14.634 pessoas em 87 acampamentos temporários, informou esta terça-feira o ministro da Educação, Héctor Rodríguez, numa altura em que se assinalam já 13 dias desde os terramotos. O balanço, com dados até às 6h00 do dia 7 de julho e publicado no Telegram, indica que a rede de emergência dispõe de 20.227 lugares.

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No entanto, 13 dias depois do duplo terramoto na Venezuela, os trabalhos centram-se na remoção dos escombros e na recuperação de corpos em La Guaira. O balanço oficial mantém-se em 3.535 mortos, 16.740 feridos, 17.854 pessoas sem habitação e 157 desaparecidos, estando prevista uma vigília em memória das vítimas quando se completarem duas semanas desde os sismos.

Segundo o último balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, o número de cidadãos nacionais e lusodescendentes que perderam a vida ascende já a 100 — 82 adultos e 18 crianças —, dos quais 86 também tinham nacionalidade venezuelana. Há ainda registo de 59 portugueses desaparecidos.

La Guaira concentra o maior número de pessoas afetadas pelos sismos, com 8.613 pessoas distribuídas por 26 acampamentos, sendo este o estado mais devastado pelos sismos. O governo indicou que oito destes centros se encontram em processo de ampliação.

Em Caracas, a capital venezuelana, estão em funcionamento 39 acampamentos provisórios com uma capacidade total de 11.192 lugares, embora atualmente acolham 4.961 pessoas afetadas pelos sismos.

Por seu lado, o estado de Miranda (próximo de Caracas) mantém em funcionamento 22 acampamentos com capacidade para 2.003 lugares, onde permanecem alojadas 1.060 pessoas.

Equipas de resgate e voluntários procuram entre os escombros de um edifício que desabou durante os terramotos em La Guaira, Venezuela, na segunda-feira, 6 de julho de 2026
Equipas de resgate e voluntários procuram entre os escombros de um edifício que desabou durante os terramotos em La Guaira, Venezuela, na segunda-feira, 6 de julho de 2026 AP/Ariana Cubillos

O ministro da Educação referiu que organismos do Estado, empresas privadas, comunidades e entidades multilaterais estão a coordenar esforços para ampliar a capacidade logística e humana de resposta, com o objetivo de garantir apoio às famílias afetadas.

Por outro lado, o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) indica que algumas das pessoas afetadas pelos terramotos foram transferidas de La Guaira para outras regiões do país menos afetadas pelos danos.

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