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Cuba sofre terceiro apagão nacional em duas semanas com colapso da rede elétrica

Pessoas reúnem-se no paredão do Malecón ao anoitecer, durante um apagão em Havana, Cuba, terça-feira, 14 de julho de 2026 (Foto AP/Ramon Espinosa)
Pessoas passam o tempo no paredão do Malecón ao anoitecer durante um apagão em Havana, Cuba, terça-feira, 14 de julho de 2026 (AP Photo/Ramon Espinosa) Direitos de autor  AP Photo
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De Jerry Fisayo-Bambi
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Combustível tem sido escasso em Cuba desde janeiro, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas a países que forneçam ou vendam petróleo à ilha, agravando a crise económica e financeira.

Cuba sofreu na terça-feira novo apagão no Sistema Elétrico Nacional (SEN), que deixou todo o país sem eletricidade, indicaram as autoridades. Foi o terceiro incidente deste tipo em menos de duas semanas, numa altura em que o embargo norte-americano ao petróleo está a pressionar a rede elétrica da ilha.

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Desde janeiro, quando o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou aplicar tarifas a qualquer país que forneça ou venda petróleo à ilha, o combustível tem sido escasso em toda Cuba, agravando as crises financeira e económica que o país já enfrenta.

Os transportes públicos praticamente pararam e as autoridades cancelaram dezenas de milhares de cirurgias.

Cuba produz apenas 40% do combustível de que necessita e ainda não se vislumbra uma solução para as importações.

Carros clássicos norte-americanos usados como táxis circulam numa rua de Havana, Cuba, quinta-feira, 25 de junho de 2026. (AP Photo/Ramon Espinosa)
Carros clássicos norte-americanos usados como táxis circulam numa rua de Havana, Cuba, quinta-feira, 25 de junho de 2026. (AP Photo/Ramon Espinosa) Ramon Espinosa/Copyright 2026 The AP. All right reserved

A estatal União Elétrica informou que um problema numa unidade geradora na província oriental de Holguín provocou "uma alteração súbita de frequência", causando o apagão do SEN por volta do meio-dia.

O Ministério da Energia e Minas e a União Elétrica indicaram que "foram ativados os protocolos de reposição do serviço", o que implica a criação de "micro-ilhas" que depois são interligadas para abastecer locais prioritários, como hospitais e unidades de processamento de alimentos.

Durante a tarde, algumas zonas da capital, Havana, já tinham recuperado o fornecimento de eletricidade, segundo a imprensa, enquanto as autoridades apontavam que 4% da cidade tinha luz.

Cerca de 9 milhões de cubanos ficam às escuras

Algumas províncias, incluindo Guantánamo e Cienfuegos, informaram que começaram a fornecer eletricidade aos seus hospitais, e Matanzas confirmou que a energia foi reposta no centro histórico da cidade.

Na semana passada, dois apagões nacionais — na segunda e na sexta-feira — deixaram mais de 9 milhões de cubanos às escuras, somando-se a outros dois em março e a vários cortes regionais.

Os cortes de energia têm um impacto significativo na população e, combinados com o embargo energético, levaram a limitações nos transportes, à redução de horários de trabalho e ao cancelamento de voos, além de graves consequências para a saúde pública.

Funções básicas como cozinhar, o abastecimento de água, a internet e o serviço telefónico foram afetadas pelos apagões.

Washington implementou o embargo energético em janeiro, após a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e ameaçou aplicar tarifas a outros países que vendam combustível à ilha. As medidas agravaram uma crise que já dura há cinco anos, provocada por sanções anteriores e por políticas internas falhadas, como a unificação monetária.

Na terça-feira, quatro congressistas democratas que viajaram a Cuba no fim de semana passado descreveram o embargo energético imposto à ilha por Trump como algo que a transforma numa "Gaza silenciosa".

Outras fontes • AP

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