O selecionador Luis de la Fuente lamentou o comportamento da seleção argentina na final do Mundial de domingo e elogiou a resposta de La Roja, enquanto a FIFA investiga o sucedido.
O selecionador espanhol, Luis de la Fuente, condenou com dureza o comportamento de vários jogadores da Argentina após a final do Mundial conquistada por Espanha. Numa entrevista concedida à ‘TVE’, o técnico classificou como “intolerável e inadmissível” a atuação da seleção albiceleste após o apito final e destacou a atitude dos seus jogadores perante as provocações.
“No momento não me apercebi, porque estava a celebrar com outras pessoas, a abraçar companheiros. Em qualquer caso, parece-me intolerável e inadmissível em jogadores dessa dimensão futebolística, que estive a elogiar nos dias anteriores e que têm um treinador extraordinário”, comentou De la Fuente.
O selecionador lamentou que “jogadores dessa dimensão, que têm um grande treinador” se tivessem comportado da forma como o fizeram, em referência aos últimos minutos do encontro, quando vários jogadores argentinos provocaram situações de grande tensão .“Não se pode permitir”, acrescentou.
“Destaco o nosso comportamento perante esse tipo de agressões e provocações. Os nossos jogadores mantiveram sempre a compostura, como bons desportistas”, sublinhou o técnico. As declarações chegam depois de a FIFA ter anunciado a abertura de uma investigação disciplinar aos incidentes ocorridos no MetLife Stadium.
Conquistas e desafios do torneio
De la Fuente fez também um balanço do percurso que levou Espanha até ao título mundial e destacou as dificuldades logísticas do torneio. “Foram 24.000 quilómetros, humidade, pouco descanso... Todo esse processo, para lá dos adversários, é aquilo que é preciso superar”, assinalou.
Além disso, defendeu o rendimento de Rodri, eleito Bola de Ouro do Mundial, ao garantir que “duvidar” do médio do Manchester City é “um insulto à inteligência futebolística”, e elogiou a evolução de Lamine Yamal, de quem disse que o torneio lhe permitiu crescer “no futebol de sacrifício em prol da equipa”.
O selecionador admitiu também que treinar Espanha no Mundial de 2030 seria “o maior orgulho para um treinador”, embora tenha insistido que a prioridade passa pelos próximos compromissos de setembro e outubro. Antes de se despedir, agradeceu o apoio recebido durante o campeonato: “Quero agradecer a todo o país por se ter empenhado connosco. Mesmo à distância, sentimos o vosso carinho. É um enorme orgulho ser espanhol. Obrigado, Espanha”.