Após dias de polémica e discussão, o presidente da federação, Giovanni Malagò anunciou que Roberto Mancini vai voltar a comandar a seleção italiana de futebol.
A novela à volta do nome do novo selecionador da seleção italiana chegou ao último episódio: o cargo vai ser ocupado por Roberto Mancini, que substitui Gennaro Gattuso (e o sucessor Silvio Baldini, que orientou a equipa em dois jogos).
O anúncio oficial foi feito esta terça-feira pelo presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Giovanni Malagò. Com o novo selecionador chega também um diretor técnico: trata-se de Claudio Ranieri.
Mancini vem com Ranieri
“Precisava de uma pessoa que partilhasse comigo a escolha do selecionador, caso contrário o meu raciocínio não faria sentido. Essa pessoa é Ranieri, que me garantiu o seu empenho e está a caminho, vindo da Calábria”, declarou o dirigente federativo.
A decisão de entregar a Mancini o relançamento da seleção surge após semanas atribuladas, durante as quais foram avançados vários nomes para o banco da seleção italiana, entre os quais o do antigo treinador do Manchester City, Pep Guardiola, e de Antonio Conte. Além disso, há poucos dias a escolha parecia feita: o escolhido parecia ser Andrea Pirlo, hipótese que, desde o início, suscitou muitas reservas e críticas.
Mancini levou a Itália a vencer o Euro 2020
A ideia de entregar a seleção ao antigo médio da Juventus e do Milan tinha tido o aval Paolo Maldini e Leonardo, novos dirigentes que, no momento em que se decidiu colocar de lado o nome de Pirlo, apresentaram a demissão.
Mancini volta a treinar a seleção depois da experiência entre 2018 e 2023. O antigo avançado da Sampdoria e da Lazio levou a seleção italiana a um recorde de invencibilidade (40 jogos). O ponto alto foi a conquista do Euro 2020, adiado um ano devido à pandemia e concluído com a final frente à Inglaterra, vencida nas grandes penalidades.
Em 17 de maio de 2021, Mancini tinha renovado o contrato com a seleção por cinco anos, até 2026. Mas, em 2023 interrompeu a colaboração e foi substituído por Luciano Spalletti.