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Coreia do Sul: detidos oito estudantes por tentativa de invasão de base militar dos EUA

Caças F-16 norte-americanos participam no exercício aéreo conjunto Vigilant Ace entre os EUA e a Coreia do Sul na base aérea de Osan, em Pyeongtaek, 6 dezembro 2017
Caças F-16 dos EUA participam nos exercícios aéreos conjuntos Vigilant Ace com a Coreia do Sul na base de Osan, em Pyeongtaek, 6 dez. 2017 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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Estudantes concentraram-se junto à principal base da Força Aérea dos EUA na Coreia do Sul, alegando que a presença militar em Gwangju pode dificultar o grande projeto de fabrico de chips previsto por Seul na cidade.

Oito estudantes sul-coreanos que participaram em protestos encontravam-se detidos e sob investigação, esta quarta-feira, depois de tentarem invadir uma base aérea norte-americana, indicaram a polícia e os militares dos Estados Unidos.

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A União Progressista de Estudantes Universitários da Coreia publicou nas redes sociais imagens da manifestação de terça-feira junto à Base Aérea de Osan, cerca de 50 quilómetros a sul de Seul.

Os membros concentraram-se à porta do principal centro da Força Aérea dos EUA na Coreia do Sul, defendendo que a presença militar norte-americana na cidade de Gwangju, no sul do país, pode complicar o grande projeto de fabrico de semicondutores que Seul ali planeia.

Oito pessoas foram detidas na terça-feira depois de “tentarem entrar ilegalmente na Base Aérea de Osan através do portão principal da infraestrutura”, indicou um comunicado militar norte-americano enviado à agência AFP.

Os militares “entregaram-nos à Polícia Nacional da Coreia, que assumiu a sua custódia e está a realizar os procedimentos de investigação adequados”, acrescentou.

A polícia sul-coreana disse à AFP que os estudantes se encontram detidos, mas recusam falar durante os interrogatórios.

Soldado norte-americano participa nos exercícios aéreos conjuntos Vigilant Ace entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul na Base Aérea de Osan, em Pyeongtaek, 6 de dezembro de 2017
Soldado norte-americano participa nos exercícios aéreos conjuntos Vigilant Ace entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul na Base Aérea de Osan, em Pyeongtaek, 6 de dezembro de 2017 AP Photo

Num comunicado publicado no Facebook, um grupo de estudantes condenou a “interferência” dos militares norte-americanos num projeto de polo de semicondutores previsto para Gwangju.

A Coreia do Sul tem sido amplamente beneficiada pelo boom da inteligência artificial, que impulsiona os lucros industriais das empresas de semicondutores do país, em particular a SK hynix e a Samsung Electronics.

A Base Aérea Militar de Gwangju é o local escolhido para um novo polo industrial de 800 biliões de won (485 mil milhões de euros) das duas empresas.

O gabinete do presidente informou, no mês passado, que Seul e Washington iniciaram consultas sobre a relocalização do aeroporto, parte do qual é utilizado pelos militares norte-americanos.

Washington mantém cerca de 28 500 militares estacionados na Coreia do Sul para reforçar a defesa de Seul face a ameaças militares provenientes de Pyongyang.

A presença militar dos Estados Unidos tem há muito alimentado sentimentos antiamericanos em parte da população, com questões que incluem a exploração de mulheres coreanas que trabalham nas localidades em redor das bases ao serviço das tropas norte-americanas.

Em 2019, cerca de 20 estudantes sul-coreanos, ligados a um grupo pró-Pyongyang, invadiram a residência do embaixador dos Estados Unidos em Seul.

Quatro deles foram detidos devido ao aparente protesto contra as exigências de Washington para que Seul aumentasse a sua contribuição para os custos da defesa do Sul.

Outras fontes • AFP

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