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República Democrática do Congo: surto de Ébola continua e Moderna testa vacina Bundibugyo

Profissional de saúde no Centro Médico Evangélico, em Bunia, no leste do Congo, sexta-feira, 3 de julho de 2026, onde estão previstos ensaios clínicos do ébola.
Um profissional de saúde no Centro Médico Evangélico, em Bunia, leste do Congo, sexta-feira, 3 de julho de 2026, onde estão previstos ensaios clínicos de Ébola. Direitos de autor  AP Photo/Dirole Lotsima Dieudonne
Direitos de autor AP Photo/Dirole Lotsima Dieudonne
De Marta Iraola Iribarren
Publicado a
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Moderna vacinou os primeiros participantes num ensaio de vacina contra o Ébola Bundibugyo, enquanto a República Democrática do Congo combate o surto que mais rapidamente cresce desde que há registo.

Iniciou-se a vacinação dos primeiros participantes no ensaio clínico da Moderna contra o vírus Ébola Bundibugyo, numa altura em que a empresa arranca com os ensaios de Fase 1 no Canadá.

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A vacina está a ser desenvolvida com recurso à plataforma de ARNm da Moderna, a mesma tecnologia de base utilizada na sua vacina contra a COVID-19, adiantou a empresa num comunicado de imprensa (fonte em inglês).

A primeira fase do ensaio vai envolver cerca de 80 voluntários e avaliar a segurança, a tolerância e a resposta imunitária à estirpe Bundibugyo da doença provocada pelo vírus Ébola, para a qual não existe, por agora, qualquer vacina.

“Levar o candidato a vacina da Moderna a um ensaio de Fase 1 com esta rapidez é um passo importante na luta contra este surto mortal”, afirmou Richard Hatchett, diretor executivo da Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (CEPI).

A CEPI é uma parceria público‑privada global que financia e acelera o desenvolvimento de vacinas e de contramedidas biológicas contra doenças infecciosas emergentes e potenciais pandemias.

Em junho, a coligação anunciou que iria investir num conjunto de candidatos a vacina em desenvolvimento, incluindo os da International AIDS Vaccine Initiative, da Moderna e da Universidade de Oxford.

A Universidade de Oxford lançou o seu ensaio clínico de Fase 1 em julho, numa corrida para responder ao surto de Ébola de crescimento mais rápido de que há registo. As vacinas serão produzidas no Serum Institute of India (SII).

“Cada dia conta e cada candidato a vacina em ensaios clínicos dá‑nos mais uma oportunidade de levar uma vacina segura e eficaz às pessoas que dela precisam o mais rapidamente possível”, acrescentou Hatchett.

República Democrática do Congo: surto de Ébola cresce mais depressa

A República Democrática do Congo enfrenta o segundo maior surto de Ébola da sua história, com casos a crescer mais rapidamente do que em anteriores vagas.

Até terça‑feira tinham sido registados 3 802 casos e 1 707 mortes, de acordo com a mais recente atualização do governo.

Não é claro quando o surto atingirá o pico, afirmou na terça‑feira o diretor‑geral do Africa CDC, Jean Kaseya, durante a sua segunda visita à cidade de Bunia, situada perto do epicentro do surto, na província de Ituri.

Kaseya salientou que cerca de 60 a 70 % dos novos casos resultam de cadeias de transmissão dentro das comunidades, e não de rastreio de contactos – o método que identifica as pessoas que estiveram em contacto com um caso confirmado.

“O rastreio de contactos não está a funcionar”, disse Kaseya. “Não gostamos da trajetória deste surto e já é o segundo maior surto de Ébola alguma vez registado no mundo.”

O surto está sobretudo concentrado na remota província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo, que representa quase 90 % dos casos, mas foram também confirmados casos em outras cinco províncias, incluindo numa das maiores cidades do país, Kisangani.

Outras fontes • AP

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