Loader
Encontra-nos
Publicidade

Polícia indiana acusada de uso excessivo da força durante protestos, diz Amnistia Internacional

Manifestantes celebram a demissão do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, em Mumbai, 26 de julho de 2026.
Manifestantes celebram a demissão do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, em Mumbai, 26 de julho de 2026. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

As manifestações em Nova Deli, desencadeadas por uma fuga de informação relativamente ao exame nacional de acesso a Medicina, tornaram-se violentas a 20 de julho, quando milhares de manifestantes tentaram marchar em direção ao parlamento.

A polícia indiana recorreu à força excessiva, incluindo dispositivos de choque elétrico e espingardas de ar comprimido, contra protestos liderados por jovens que levaram à demissão do ministro da Educação no mês passado, disse a Amnistia Internacional esta segunda-feira (fonte em inglês).

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Um relatório da organização de defesa dos direitos humanos contradiz a versão da polícia, segundo a qual a força só foi usada depois de os manifestantes se terem tornado violentos. Surge depois de o Supremo Tribunal da Índia ter constituído, na quinta-feira, um painel para investigar a violência tanto das forças policiais como dos manifestantes.

As manifestações na capital, Nova Deli, desencadeadas pela fuga de informação no exame nacional de acesso a Medicina, degeneraram em violência a 20 de julho, quando milhares de manifestantes tentaram marchar em direção ao parlamento.

A Amnistia disse ainda que testemunhos de testemunhas e provas visuais verificadas pela organização confirmam o uso de “espingardas de arcomprimido, lançadores de gás lacrimogéneo, granadas, bastões e dispositivos de choque elétrico contra manifestantes” em Deli e no estado oriental de Bihar.

A Amnistia referiu ainda ter confirmado duas situações em que um agente da polícia “recorreu de forma ilegal à força letal contra uma multidão” na zona de Siwan, em Bihar. Não há registo de mortos.

Manifestantes gritam palavras de ordem a exigir reformas na educação, Nova Deli, 24 de julho de 2026.
Manifestantes gritam palavras de ordem a exigir reformas na educação, Nova Deli, 24 de julho de 2026. AP Photo

“As armas foram usadas de forma contrária ao direito e às normas internacionais e às orientações nacionais sobre atuação policial”, acrescentou.

A Amnistia indicou que houve “incidentes isolados de manifestantes a atirar pedras”, mas que a “resposta musculada foi violência sancionada pelo Estado disfarçada de controlo de multidões”.

A Polícia de Deli afirmou, numa audição no Supremo Tribunal, na semana passada, que usou a força apenas depois de os manifestantes “recorrerem à violência”.

Disse ainda que elementos anti-sociais “a fazerem-se passar por estudantes lesados” provocaram “ferimentos graves” às forças de segurança.

Na sexta-feira, o líder da oposição Rahul Gandhi realizou um protesto sentado em frente a uma esquadra da polícia em Deli, acompanhado por um manifestante de 19 anos que afirmou ter ficado ferido durante a manifestação de julho.

Gandhi exigiu uma investigação policial ao tiroteio e, mais tarde, os agentes registaram um processo com base na queixa.

Liderados pelo movimento online Cockroach Janta Party, os protestos alargaram-se da indignação pelas irregularidades nos exames a um movimento mais amplo contra o desemprego, a falta de oportunidades para os jovens e o que críticos descrevem como uma governação cada vez mais autoritária do primeiro-ministro, Narendra Modi.

Os protestos revelaram-se o maior desafio enfrentado por Modi desde que conquistou um terceiro mandato, em 2024.

Outras fontes • AFP

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Manifestantes tibetanos em Nova Deli denunciam China com cabeças rapadas e orações

Índia: movimento “Barata” termina protestos após demissão do ministro da Educação

Primeiro-ministro indiano responde ao movimento “baratas” que invadiu a capital