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EUA podem não apoiar Reino Unido nas Malvinas, sugere Trump

O monte Tumbledown ergue-se imponente atrás de Stanley, nas Ilhas Falkland, também conhecidas como Islas Malvinas, segunda-feira, 16 de março de 2026.
Mount Tumbledown ergue-se atrás de Stanley, nas Ilhas Falkland, também conhecidas como Ilhas Malvinas, segunda-feira, 16 de março de 2026 Direitos de autor  (AP Photo/Ricardo Mazalan, File)
Direitos de autor (AP Photo/Ricardo Mazalan, File)
De Greta Ruffino
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Os Estados Unidos reconhecem a administração britânica das Ilhas Falkland, mas mantêm-se neutros perante as reivindicações concorrentes de soberania.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que Washington poderá não apoiar o Reino Unido em caso de um futuro conflito com a Argentina pelas Ilhas Falkland, conhecidas também por ilhas Malvinas.

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Em declarações à GB News, segundo noticiou a BBC, Trump criticou o Reino Unido pela resposta à guerra dos EUA com o Irão, afirmando que o país “não esteve lá para me ajudar”. Mais tarde reconheceu que as forças armadas norte-americanas não tinham precisado de ajuda britânica.

As declarações de Trump surgem numa altura em que o presidente argentino, Javier Milei, renova a histórica reivindicação do país sobre as ilhas.

Milei afirmou que iria tratar daquela que chamou de “questão SAGRADA para os argentinos: a causa Malvinas” num discurso televisivo na noite de quinta-feira.

“Que causa mais importante e estratégica para os interesses vitais da Nação poderia existir do que a causa Malvinas?”, escreveu na rede X.

Na segunda-feira, Trump afirmou que os EUA estavam a reavaliar a sua posição sobre as Ilhas Falkland, depois de notícias de que Washington poderia contestar a soberania britânica sobre o território se o Reino Unido não aumentar a despesa em defesa.

Segundo o Daily Telegraph, esta possibilidade fazia parte das medidas avaliadas pelo Pentágono para incentivar os aliados da NATO a cumprirem as metas de despesa em defesa.

“Analiso sempre todas as posições. Essa é apenas uma entre muitas”, disse Trump a jornalistas no Salão Oval, quando questionado sobre se os Estados Unidos estavam a rever a sua posição sobre as Falkland.

Questionado sobre se queria que o governo do recém-nomeado primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, reforçasse os compromissos de despesa em defesa, Trump respondeu: “O Reino Unido tem alguns problemas, mas serão resolvidos”.

Mais de quatro décadas após a guerra das Falkland, em 1982, a disputa de soberania entre o Reino Unido e a Argentina continua a ser fonte de tensão.

A questão voltou a surgir no Mundial deste ano, quando jogadores da Argentina exibiram uma faixa com a inscrição “As Malvinas são argentinas” após a vitória por 2-1 sobre a Inglaterra nas meias-finais. A FIFA multou mais tarde a Federação Argentina de Futebol em 321 mil dólares (276 mil euros).

O conflito de 1982 começou depois de forças argentinas terem invadido o território ultramarino britânico, o que levou a então primeira-ministra do Reino Unido, Margaret Thatcher, a enviar uma força naval para reconquistar as ilhas.

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