Greer tornou‑se conhecida pelas intervenções incisivas na televisão e rádio e pelos romances, peças e ensaios que exploravam política, cultura e identidade.
A dramaturga e romancista norte-americana e britânica Bonnie Greer morreu aos 77 anos.
O marido, David Hutchins, anunciou a notícia, afirmando: “É com profunda tristeza que anuncio que a minha querida esposa, Bonnie Greer, morreu aos 77 anos depois de uma breve doença.”
“Bonnie foi uma dramaturga, autora, crítica e comentadora cultural e política aclamada, cuja inteligência, coragem e voz singular deixaram um contributo duradouro para a vida cultural e pública britânica.”
Hutchins acrescentou: “Para mim, foi a minha companheira, confidente e inspiração, e sinto-me profundamente privilegiado por ter partilhado a minha vida com ela. Os que lhe eram mais próximos recordarão o seu calor humano, sentido de humor, generosidade e extraordinária capacidade de aproximar pessoas.”
Nascida em Chicago em 1948, Greer mudou-se para o Reino Unido em 1986. Tornou-se uma presença familiar na televisão britânica, incluindo como membro do painel em programas como o Newsnight e o Question Time.
Greer foi galardoada com o Verity Bargate Award para Melhor Peça por “Munda Negra” e foi também autora dos romances “Hanging By Her Teeth” (1994) e “Entropy” (2009).
Entre outras obras contam-se a biografia “Langston Hughes: The Value Of Contradiction” (2011) e a peça “Marilyn And Ella” (2008), sobre a atriz Marilyn Monroe e a cantora Ella Fitzgerald.
Greer foi nomeada para o conselho de curadores do British Museum em 2005 e mais tarde exerceu funções como vice-presidente. Fez também parte dos conselhos da London Film School e da Royal Opera House, e em 2022 foi nomeada fellow da Royal Society of Literature. Exerceu igualmente o cargo de chanceler da Kingston University, em Kingston upon Thames, Londres.
Em 2010, Greer foi distinguida como Oficial da Ordem do Império Britânico (OBE) pelos serviços prestados às artes.