Encontra-nos
Publicidade

2026 Prémios Nobel de ciência: quem são os galardoados e há desigualdade de género? | Password

Euronews Tech Talks: palavra-passe
Euronews Tech Talks: palavra-passe -  Direitos de autor  Euronews
Direitos de autor Euronews
De Alice Carnevali & James Thomas
Publicado a •Últimas notícias
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button

Password é a nova série mensal da Euronews Tech Talks que explica novidades de tecnologia e saúde da Europa e do mundo. Neste primeiro episódio, descobrimos quem são os cientistas galardoados com os Prémios Nobel e se há desigualdade de género.

Para os entusiastas da ciência, outubro é uma altura empolgante do ano, em que as mentes mais brilhantes são reconhecidas pelo seu trabalho com os Prémios Nobel, os Óscares do mundo científico.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

No início deste mês, as repórteres da Euronews Marta Iraola Iribarren e Pascale Davies fizeram parte da equipa que acompanhou a atribuição das prestigiosas medalhas científicas em fisiologia ou medicina, física e química.

No primeiro episódio de Password, os jornalistas discutem os galardoados, as suas descobertas e o motivo pelo qual, em 2026, apenas homens integraram o grupo de galardoados em ciência.

Apple podcast Spotify podcast Castbox podcast

Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2026

O Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2026 foi atribuído ao cientista dos Estados Unidos Karl Deisseroth e aos cientistas alemães Peter Hegemann e Georg Nagel pelas suas descobertas sobre canais iónicos ativados pela luz e optogenética.

“É um método que permite mostrar como as células nervosas moldam memórias e comportamentos ligados às emoções no cérebro vivo”, explicou Iraola à Euronews Next.

Esta investigação é amplamente considerada um passo em frente na compreensão de como funciona o ainda misterioso cérebro e pode conduzir a novas e importantes aplicações médicas.

A optogenética, por exemplo, está na base de uma terapia genética que está atualmente a ser testada em ensaios clínicos e que mostra sinais promissores de restaurar parcialmente a visão em pessoas cegas.

Prémio Nobel de Física de 2026

O Prémio Nobel de Física de 2026 foi atribuído ao cientista belga Francis Halzen pelas suas contribuições para o IceCube Neutrino Observatory e pela descoberta de neutrinos astrofísicos de alta energia.

“O seu trabalho deu-nos uma forma totalmente nova de explorar o universo”, afirmou Davies. “Transformou um enorme bloco de gelo no Polo Sul num detetor capaz de ver partículas praticamente invisíveis que chegam à Terra a partir do espaço, e chamou ao dispositivo IceCube”, explicou.

O IceCube Neutrino Observatory foi construído entre 2004 e 2010, a partir da ideia e da investigação de Halzen. O projeto reúne atualmente uma equipa internacional de mais de 450 pessoas de 14 países.

Entre elas está Gwenhaël Wilberts De Wasseige, professora na Université Catholique de Louvain, na Bélgica, onde Halzen fez os estudos superiores.

Wilberts De Wasseige explicou que, apesar de estar sediado nos Estados Unidos, Halzen mantém laços fortes com a Bélgica e sobretudo com as universidades belgas, quatro das quais fazem parte do projeto IceCube.

“Era apenas uma questão de tempo e, vê-lo receber o prémio e dedicá-lo a todas as pessoas que começaram a aventura com ele, que a continuaram e a todos os estudantes de doutoramento, a todos os técnicos que continuam a tornar o IceCube melhor, foi algo muito especial”, disse à Euronews Next.

Prémio Nobel de Química de 2026

O Prémio Nobel de Química de 2026 foi atribuído ao cientista francês Henri B. Kagan e ao cientista japonês Kenso Soai pela investigação sobre imagens em espelho de moléculas.

“Tem aplicações muito práticas; uma delas, por exemplo, é no desenvolvimento farmacêutico”, explicou Iraola.

Algumas moléculas, como os aminoácidos, existem em duas variantes que são imagens em espelho uma da outra, mas os organismos vivos utilizam apenas uma delas. Estes investigadores descobriram como as reações químicas podem amplificar um excesso inicial de uma das formas em imagem de espelho e produzir apenas uma das duas formas possíveis.

Os Prémios Nobel têm um problema de desigualdade de género

Com exceção de Anne Carson, que ganhou o Prémio Nobel da Literatura, e Navanetham Pillay, que ganhou o Prémio Nobel da Paz, os restantes galardoados de 2026 foram todos homens.

“Nos prémios de ciência, as mulheres estão sub-representadas porque isso reflete uma sub-representação mais ampla delas nesta área de investigação”, afirmou Iraola. No entanto, mantém a esperança de que a situação venha a mudar no futuro.

Como os Prémios Nobel são atribuídos a projetos de investigação que levam décadas a desenvolver, os vencedores de hoje refletem as normas de género das décadas de 1970, 1980 e 1990, quando a ciência era muitas vezes inacessível às mulheres, explicou Iraola.

“No entanto, o número de mulheres galardoadas aumentou lentamente nas últimas décadas e, com sorte, continuaremos a ver esta tendência”, acrescentou.

Euronews Tech Talks é um podcast produzido, escrito, apresentado e publicado em inglês.

Outras fontes • Georgios Leivaditis, sound editing and mixing.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Terapia genética além das doenças raras com Alessandra Biffi | Euronews Tech Talks

Edição genética em embriões torna-se mais precisa, mas quão segura e ética é?

Terapia genética: a descoberta que inspira o Homem-Aranha