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Grécia "perdoa" concessões de Tsipras

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Os gregos voltaram a escolher os ex-“inimigos” da austeridade, desta feita, para liderar o país durante o terceiro resgate da Troika. Um voto de

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Os gregos voltaram a escolher os ex-“inimigos” da austeridade, desta feita, para liderar o país durante o terceiro resgate da Troika.

Um voto de confiança no Syriza, distante do descontentamento com as promessas não concretizadas do governo de esquerda, apontado pelas sondagens das últimas semanas.

Uma apoiante da formação explica porque decidiu voltar a votar no partido, apesar das concessões de Tsipras:

“Nós tínhamos a certeza da vitória do Syriza, mesmo que o governo tenha feito alguns erros nos últimos meses. Esperamos que a Europa vá deixar de ser uma Europa dos mercados e dos bancos. A Europa tem de mudar após cinco anos de sangria”.

Segundo os resultados quase definitivos, o Syriza conta agora com 155 deputados no parlamento, menos seis do que no sufrágio de janeiro.

Em segundo lugar no escrutínio, os conservadores do partido Nova Democracia, permanecem na oposição, quando os neonazis do partido Aurora Dourada mantém-se no lugar de terceiro partido grego.

O dirigente dos conservadores, Vangelis Meimarakis, reconheceu a derrota e felicitou Tsipras.

Uma apoiante do partido mostra-se menos conciliadora: “sinto que o nosso futuro é agora incerto, não sabemos quais serão as outras medidas que o novo governo vai exigir para implementar o programa de resgate e acredito que muito em breve teremos novas eleições neste país”.

A reeleição de Tsipras não põe fim às dúvidas sobre a capacidade do novo governo em implementar mais cortes orçamentais, aumentos de impostos e privatizações, quando a primeira avaliação do terceiro plano de resgate está prevista já para outubro.

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