BCE adia decisão sobre a Grécia

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Viena acolheu uma reunião do BCE que terminou praticamente sem surpresas.

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Viena acolheu uma reunião do BCE que terminou praticamente sem surpresas. O conselho de governadores do Banco Central Europeu manteve as taxas de juro nos mínimos históricos decididos em março.

Os responsáveis pela política monetária da zona euro reviram em alta as previsões de crescimento e da taxa de inflação. O banco central da zona euro prevê agora uma inflação de 0,2 por cento, mais uma décima que a previsão anterior, e uma expansão do PIB de 1,6 por cento, o que representa uma revisão em alta de duas décimas.

O presidente do BCE explicou que “os últimos dados apontam para a manutenção do crescimento no segundo trimestre embora seja possível que decorra a um ritmo mais baixo do que no primeiro.” Mario Draghi sublinhou que o conselho espera que a recuperação económica prossiga “a ritmo moderado mas firme”.

A surpresa do dia acabou por ser a manutenção do status quo relativamente à Grécia. Depois do acordo entre o governo de Atenas e o Eurogrupo há menos de um mês, esperava-se que o BCE permitisse aos bancos helénicos recorrerem ao mecanismo que lhes daria acesso aos empréstimos à taxa zero.

Greek shares fall, bond yields rise as ECB says no Greek waiver yet https://t.co/zKO0eyqxPVpic.twitter.com/NJaEbTfmjd

— Kathimerini English (@ekathimerini) 2 de junho de 2016

Mas Mario Draghi deitou água na fervura: “O Eurogrupo pediu às instituições para verificarem a implementação das ações acordadas no Memorando de Entendimento. Trata-se que uma discussão em curso com o governo grego. Quando estas ações forem implementadas, o conselho de governadores vai tomar uma decisão relativamente ao mecanismo em questão.” A próxima reunião está agendada para o dia 21 de julho.

O BCE abordou também o referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e afirmou estar preparado para “todas as eventualidades”.

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