FMI diz que Brexit afetou a economia britânica

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O relatório do Fundo Monetário Internacional foi divulgado, esta quarta-feira, em Londres

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O Fundo Monetário Internacional reviu em baixa o crescimento da economia britânica para 2017. O crescimento fixado em 1,6 por cento fica uma décima abaixo do previsto, uma queda que o organismo internacional justifica com a saída do Reino Unido da União Europeia.

O relatório divulgado, esta quarta-feira, revela que depreciação da libra esterlina após o referendo empurrou a inflação e pressionou o rendimento real das famílias.

"A economia britânica está a perder com a decisão e isso resulta da pressão que a inflação está a provocar nos rendimentos das famílias e, obviamente, pelo facto do setor corporativo e das famílias estarem a adiar a decisão de investir" Christine Lagarde, Diretora do FMI.

Definir a relação comercial entre o Reino Unido e a União Europeia depois do divórcio em março de 2019 é, por isso, uma prioridade.

"Um dos maiores impulsos que podemos dar à economia, tanto do Reino Unido como dos 27 países da União Europeia é garantirmos o quanto antes certeza e clareza sobre a nossa futura relação" refere o ministro das Finanças britânico, Phillip Hammond.

O Fundo Monetário Internacional admite que o divórcio com a União Europeia possa afastar o setor financeiro do Reino Unido. Uma possibilidade que não altera a estimativa do crescimento da economia britânica para 2018 fixada em 1,5 por cento.

De acordo com o relatório do FMI, o aumento da inflação deve continuar a pressionar o poder de compra e os salários no próximo ano.

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