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Guerra comercial EUA-China: Que retaliações esperar de Pequim?

Guerra comercial EUA-China: Que retaliações esperar de Pequim?
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O "braço-de-ferro" entre Washington e Pequim promete subir de tom

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Em Pequim, as notícias dos planos de pressão adicional por parte de Washington com novas taxas sobre as importações chinesas caíram como uma bomba e foram consideradas "totalmente inaceitáveis."

Passaram poucos dias desde a imposição de direitos alfandegários sobre 29 mil milhões de euros de importações chinesas. Pequim não perdeu tempo a responder de igual forma.

Agora, os EUA elaboraram uma lista adicional de produtos chineses no valor de 170 mil milhões de euros por ano sobre os quais ameaçam impor taxas adicionais já no mês de setembro.

Pequim disse que o Governo vai responder com "contramedidas" à altura mas desta vez a China tem muito menos em que taxar. Como forma de penalização poderá "acabar" com os produtos americanos.

Em 2017, a China importou quase quatro vezes menos produtos do que exportou para os EUA. Porém ficar sem produtos não significa ficar sem opções.

Pequim pode sempre voltar-se para empresas americanas como a Apple. Se a China banisse, hipoteticamente, a Apple, a empresa perderia 19% da receita. A isso acresce o corte do acesso ao maior mercado de consumidores do mundo. Não seria caso único.

Além disso nos EUA, não existem empresas chinesas com o mesmo volume de negócios que pudessem ser alvo de retaliação por parte da administração Trump pelo que as opções deste tipo podem fazer bastantes estragos.

Por outro lado, a China também é o principal credor estrangeiro dos EUA, com uma dívida que supera os 18 biliões de euros.

Uma parte dessa dívida está nas mãos de investidores estrangeiros com a China a representar uma fatia de 1 bilião de euros.

Se Pequim usar alguns dos trunfos em mãos poderá instalar-se uma tempestade nos mercados internacionais e uma crise à escala mundial com efeitos tão imprevisíveis como devastadores.

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