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China promete resposta à "chantagem" dos EUA

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Direitos de autor Reuters/Amit Dave
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De  Ricardo Figueira
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O governo de Pequim não se conforma com as novas tarifas anunciadas pelos EUA.

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"Não aceitamos chantagem" foi a mensagem da China aos Estados Unidos depois de o presidente Donald Trump ter prometido uma taxa de 10% a um conjunto de importações que totalizam 300 milhões de dólares, o equivalente a 270 milhões de euros. A China ameaça retaliar.

"A China sempre acreditou que não há vencedores numa guerra comercial. não queremos travar uma guerra destas, mas não temos medo. A China não vai aceitar este tipo de pressão, intimidação ou chantagem", disse a porta-voz da diplomacia chinesa, Hua Chunying.

O anúncio de Trump chega no fim de mais uma ronda negocial em que houve poucos ou nenhuns sinais de consenso. As novas tarifas entram em vigor no dia 1 de setembro e afetam todas as importações chinesas para os Estados Unidos.

Trump justificou as novas tarifas com a presença de opioides chineses no mercado americano: "Gosto muito do presidente Xi Jinping e penso que ele quer chegar a um acordo, mas sinceramente não acho que ele esteja a avançar suficientemente depressa. Disse que iria comprar aos nossos agricultores e não cumpriu, Disse que ia parar de exportar o opioide Fentanil para o nosso país e ele continua a chegar da China. Milhares de pessoas morrem por causa desta droga e isto tem de acabar", disse o presidente norte-americano.

A agência de notação Moody's diz que estas tarifas vão penalizar a economia global, numa altura em que o crescimento económico está em abrandamento nos Estados Unidos, na China e na zona euro. São os consumidores quem vai pagar a maior parte da fatura do aumento das tarifas, que devem afetar produtos que vão dos computadores e telemóveis ao vestuário e calçado.

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