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737 Max "obriga" Norwegian a abandonar rota transatlântica

737 Max "obriga" Norwegian a abandonar rota transatlântica
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De  Luis Guita
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Companhia aérea nórdica vai parar de voar entre a Irlanda e a América do Norte. Na origem da medida está a impossibilidade de poder fazer voar os 18 aviões Boeing 737 Max que tem na frota.

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A Norwegian vai parar de voar entre a Irlanda e a América do Norte. A medida surge após ser obrigada a deixar os aviões Boeing 737 Max em terra. A companhia aérea nórdica tem 18 aeronaves deste modelo.

Recentemente, tinha decidido manter as rotas. Alugou aviões para substituir os Boeing impossibilitados de voar. A medida vai custar mais de 70 milhões de euros este ano, o que a empresa considera insustentável a longo prazo. Mas pode haver outras nuances neste enredo.

"Acho que muitas pessoas diriam que usar o Boeing 737 MAX como uma desculpa é, possivelmente, a motivação aqui. A Norwegian tem todo o tipo de problemas, com dívidas elevadas e baixa rentabilidade," considera o editor de viagem do The Independent, Simon Calder.

O facto de o 737 Max não poder voar tem um grande impacto em outras companhias aéreas. A Ryanair já revelou que tem mais 900 pilotos e tripulantes além do necessário devido ao atraso na entrega das aeronaves. A TUI Airways estima que a impossibilidade de colocar o 737 Max a voar teve um impacto de mais de 140 milhões de euros na empresa. Dinheiro que as companhias aéreas vão exigir à Boeing.

"Eles vão receber uma grande conta no final do verão, pelas falhas no calendário de entrega de aviões. Uma conta que é suposto a Boeing pagar," acrescentou Simon Calder.

O 737 Max foi retirado de serviço em março, após os dois acidentes que mataram 346 pessoas na Etiópia e na Indonésia.

A impossibilidade de colocar 400 Boeing 737 Max no ar teve um impacto de 4 mil milhões de euros na aviação em todo o mundo.

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