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Portugal registou maior quebra salarial da Europa

Foto: JOSÉ SENA GOULÃO
Foto: JOSÉ SENA GOULÃO Direitos de autor  2020 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
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Relatório da Organização Internacional do Trabalho destaca impacto da pandemia no mercado de trabalho global. Subvenções permitiram compensar 40% da perda salarial média na Europa

A pandemia de Covid-19 traduziu-se numa forte quebra salarial nos primeiros seis meses do ano na Europa. 

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O país que registou uma maior diminuição nas remunerações foi Portugal, com 13,5%, seguido da Espanha e da Irlanda, onde as quebras também ultrapassaram os 10 por cento. 

Estes valores são avançados no mais recente relatório da Organização Internacional do Trabalho.

No entanto, é de destacar que não tomam em consideração as medidas governamentais, como o sistema de "lay off" simplificado enormemente adotado em território português. 

Assim, em Portugal, as reduções nos horários de trabalho representaram a principal fatia da quebra salarial, 11,7%, e os despedimentos apenas 1,8 por cento.

A organização destaca que 15% da massa salarial da União Europeia recebe o salário mínimo ou abaixo desse valor e que a maioria dos trabalhadores nessa situação, 57%, são mulheres.

O diretor-geral Guy Ryder destacou que "o crescimento da desigualdade [...] ameça com um legado de pobreza e instabilidade social e económica que seria devastador".

Segundo o relatório, nos países que avançaram com fortes medidas de preservação do emprego, os efeitos da crise fizeram sentir-se "mais na baixa dos salários e menos em perdas massivas de emprego". 

A Organização Internacional do Trabalho destaca que, em média, nos 28 países europeus analisados, as subvenções permitiram compensar 40 por cento da perda salarial média na Europa, estimada em 7 por cento.

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