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Mercados europeus caem, ações de bebidas afundam após ameaça de tarifas de Trump

ARQUIVO. Operadores trabalham no piso da Bolsa de Nova Iorque. 15 de março de 2023.
Imagem de arquivo. Operadores trabalham no piso da Bolsa de Nova Iorque. 15 de março de 2023. Direitos de autor  AP/Seth Wenig
Direitos de autor AP/Seth Wenig
De Eleanor Butler
Publicado a Últimas notícias
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Ações de grandes empresas de bebidas desvalorizam em França após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar impor tarifa de 200% ao vinho e champanhe franceses.

Os mercados europeus atravessam o segundo dia de perdas acentuadas esta semana, com as vendas a persistirem enquanto as tensões comerciais UE-EUA voltam a aquecer.

Cerca das 12h CET, o CAC 40 de França descia 1,28%, o DAX da Alemanha caía 1,52%, o FTSE MIB de Itália recuava 1,49%, enquanto o IBEX 35 de Espanha perdia 1,66%. O FTSE 100 do Reino Unido caía 1,11%, enquanto o STOXX 600 recuava 1,23%.

Os investidores observam com nervosismo a reunião de líderes em Davos para a cimeira anual do Fórum Económico Mundial, e o presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou a intenção de conquistar a Gronelândia, ameaçando tarifas adicionais sobre oito países europeus que se lhe opõem.

Enquanto os países visados avaliam opções de retaliação, Trump acentuou a tensão na noite de segunda-feira. Após notícias de que o presidente francês, Emmanuel Macron, teria recusado um convite para integrar o chamado "Conselho da Paz" de Trump, o líder dos EUA comentou: "Vou impor uma tarifa de 200% sobre os seus vinhos e champanhes e ele aderirá".

Este conselho da paz foi uma ideia inicialmente proposta por Trump como parte do plano para pôr fim à guerra em Gaza, embora a iniciativa pareça agora visar a mediação de conflitos a nível global.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou as ameaças tarifárias de Trump como "um erro". "A União Europeia e os Estados Unidos firmaram um acordo comercial em julho passado. E, na política como nos negócios, um acordo é um acordo", disse num discurso em Davos na terça-feira.

Perante as recentes ameaças aos produtores de vinho, grandes empresas francesas de bebidas viram as suas ações sofrer na terça-feira. LVMH, dona da Moët & Chandon, Dom Pérignon e Veuve Clicquot, caiu 2,57% em Paris, enquanto Rémy Cointreau desceu 2,83%.

As perdas seguiram-se a uma sessão volátil para as empresas europeias na segunda-feira, com os setores do luxo e do automóvel a registarem quedas significativas.

Na terça-feira, o STOXX Europe Luxury 10 negociava 1,88% abaixo, e o STOXX Europe 600 Automobiles & Parts caía 0,89% pouco depois do meio-dia.

Estados Unidos: voltou o 'Sell America'?

Antes da abertura de terça-feira nos EUA, os futuros do S&P 500 caíam 1,53%, enquanto os do Dow Jones recuavam 1,38%. Os do Nasdaq tombavam 1,91%.

Face ao euro, o dólar desceu 0,71% para 0,8523. O Dollar Index, que acompanha o dólar face a seis outras moedas, negociava 0,9% abaixo, em 98,340. Movimentos deste tipo voltaram a alimentar receios de uma operação "Sell America", isto é, uma retirada significativa de investidores de ativos dos EUA, repetindo a narrativaque surgiu no ano passado na sequência das tarifas do "Dia da Libertação" de Trump.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, procurou ainda assim aliviar os nervos em Davos na terça-feira. "Estou confiante de que os líderes não irão escalar e que isto acabará de forma muito positiva", disse.

"É o mesmo tipo de histeria que ouvimos a 2 de abril", acrescentou. "Houve pânico. O que peço a todos aqui é que se sentem, respirem fundo e deixem as coisas seguir o seu curso".

As yields das obrigações dos EUA subiram na terça-feira, com a dos Treasuries a 10 anos a avançar cerca de seis pontos base, para 4,291%. As obrigações a 20 e 30 anos também subiram, tornando mais caro para o governo servir a sua dívida.

Entretanto, a maior procura por ativos refúgio deu impulso aos metais preciosos, com ouro e prata a subirem 3,04% e 7,97%, respetivamente.

Apenas um número reduzido de ações europeias escapou à tendência de queda na terça-feira. Entre os destaques, a fintech britânica Wise subiu cerca de 14% após um forte relatório de resultados. A empresa disse que pondera transferir a cotação principal para os EUA no primeiro semestre deste ano, enquanto procura parcerias com bancos americanos.

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