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Reino Unido: recuo da inflação alimenta expectativas de corte da taxa de juro em março

ARQUIVO - Pessoas passam em frente ao Banco de Inglaterra, no distrito financeiro de Londres, a 5 de fevereiro de 2026.
FICHEIRO - Pessoas caminham em frente ao Banco de Inglaterra, no distrito financeiro de Londres, 5 de fevereiro de 2026. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Una Hajdari & AP
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Queda dos preços dos alimentos e combustíveis faz descer a inflação para 3% e reforça apostas num corte de juros do Banco de Inglaterra em março

Inflação no Reino Unido recuou para o nível mais baixo em dez meses, sobretudo graças à descida dos preços dos alimentos e do gás, indicam dados oficiais divulgados esta quarta-feira. A queda reforçou as expectativas de que o Banco de Inglaterra irá cortar as taxas de juro em março.

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Segundo o Instituto Nacional de Estatística britânico, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) estava em janeiro 3% acima do nível de há um ano, abaixo dos 3,4% registados em dezembro.

Descida ficou em linha com as previsões dos analistas e mantém a inflação no caminho para regressar à meta de 2% do banco central nos próximos meses.

Na última reunião, no início deste mês, o Banco de Inglaterra manteve a taxa diretora em 3,75% e afirmou esperar que a inflação volte ao objetivo em abril.

Alívio para os trabalhistas com abrandamento das pressões sobre o custo de vida

Nova queda da inflação dá algum fôlego ao governo trabalhista, que tem visto as sondagens caírem acentuadamente desde o regresso ao poder em julho de 2024, em parte devido às pressões do custo de vida.

“Reduzir o custo de vida é a minha prioridade número um”, afirmou esta quarta-feira a ministra das Finanças, Rachel Reeves.

Espera-se que a inflação atinja a meta em abril, sobretudo graças às medidas do governo. No Orçamento apresentado em novembro, Reeves anunciou cortes de impostos para reduzir as faturas de energia das famílias.

Com o abrandamento da inflação, os mercados dão praticamente como certo um corte das taxas já em março. A grande incógnita para os investidores é quantas descidas adicionais se seguirão ao longo deste ano.

“É provável que a inflação recue ainda mais nos próximos meses, voltando para perto de 2% num futuro próximo, o que deverá abrir caminho a novos cortes das taxas no final deste ano”, afirmou Luke Bartholomew, economista-chefe adjunto da gestora de ativos Aberdeen.

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