A Unilever anunciou terça-feira ter acordado um negócio de vários milhares de milhões de dólares com a norte-americana McCormick & Company para separar a maior parte da sua divisão alimentar, atualmente avaliada em 44,8 mil milhões de dólares (38,95 mil milhões de euros).
Marcas como a maionese Hellmann's e os temperos Knorr, detidas pelo gigante britânico de bens de consumo Unilever, vão juntar-se às ervas aromáticas Schwartz e Ducros, da McCormick, para criar uma nova empresa.
A McCormick vai pagar à Unilever 15,7 mil milhões de dólares (13,65 mil milhões de euros) e oferecer ações no âmbito do acordo, que prevê que os acionistas do grupo norte-americano fiquem com 35% do novo negócio, a Unilever com uma participação de 9,9% e os seus acionistas com o restante.
A empresa resultante manterá o nome e a liderança da McCormick.
Ainda assim, após a conclusão, espera-se que os acionistas da Unilever detenham 55,1% da empresa de alimentação, bem como 9,9% do capital em circulação, enquanto os acionistas da McCormick ficarão com 35,0%.
A Unilever e a McCormick confirmaram no mês passado que estavam em conversações sobre um acordo, com a Unilever a procurar simplificar a sua atividade e concentrar-se nos produtos de beleza e de cuidados pessoais.
A operação anunciada esta terça-feira exclui os negócios de alimentação da Unilever na Índia, Nepal e Portugal.
O presidente-executivo da McCormick, Brendan Foley, afirmou, num comunicado preparado, que o acordo “acelera a estratégia da McCormick e reforça o nosso foco contínuo no sabor”.
Acrescentou que a McCormick “há muito admira o negócio de alimentação da Unilever”, que tem “um portefólio que complementa o nosso negócio atual, as nossas capacidades e a nossa visão de longo prazo”.
As ações de ambas as empresas subiram ligeiramente antes da abertura dos mercados esta terça-feira.