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Goldman Sachs regista melhor lucro trimestral em cinco anos após subida de 18%

ARQUIVO. Operador trabalha no posto da Goldman Sachs na Bolsa de Nova Iorque, março de 2012
IMAGEM DE ARQUIVO. Operador trabalha no posto da Goldman Sachs na Bolsa de Valores de Nova Iorque, em março de 2012 Direitos de autor  AP Photo/Richard Drew
Direitos de autor AP Photo/Richard Drew
De Quirino Mealha
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Goldman Sachs regista os melhores resultados do primeiro trimestre em cinco anos, com lucro a subir 18% para 5,4 mil milhões de dólares, salientando maior volatilidade devido às tensões geopolíticas.

O Goldman Sachs divulgou esta segunda-feira os resultados do primeiro trimestre de 2026, com as receitas a aumentarem 14% para 17,2 mil milhões de dólares (14,6 mil milhões de euros) e o lucro trimestral a subir 18% para 5,4 mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros), registando o melhor trimestre dos últimos cinco anos.

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Com sede em Nova Iorque, o banco de investimento apontou o aumento das fusões e aquisições concluídas como principal fator por detrás deste desempenho.

Este é o terceiro trimestre consecutivo em que o Goldman Sachs destaca as operações concluídas como contributo positivo para os resultados.

Nas notas que acompanham as contas, o presidente executivo, David Solomon, escreveu que “o Goldman Sachs apresentou um desempenho muito robusto para os nossos acionistas neste trimestre, mesmo com as condições de mercado a tornarem-se mais voláteis”.

Solomon acrescentou ainda: “O contexto geopolítico continua muito complexo, por isso a gestão disciplinada do risco tem de permanecer central na forma como operamos”.

ARQUIVO. O presidente executivo do Goldman Sachs, David Solomon, discursa durante uma audição de fiscalização da Comissão Bancária, de Habitação e Assuntos Urbanos do Senado, no Capitólio, em dezembro de 2023
ARQUIVO. O presidente executivo do Goldman Sachs, David Solomon, discursa durante uma audição de fiscalização da Comissão Bancária, de Habitação e Assuntos Urbanos do Senado, no Capitólio, em dezembro de 2023 AP Photo/Alex Brandon

Fusões compensam desempenho irregular na negociação e quedas em bolsa

As comissões de banca de investimento dispararam 48% no primeiro trimestre do ano, refletindo um aumento significativo no volume de fusões e aquisições concluídas.

No período, o Goldman Sachs assinalou custos operacionais mais elevados, em parte devido ao aumento dos custos transacionais associados à atividade de acordos.

Por outro lado, as receitas de negociação apresentaram um quadro mais heterogéneo.

As receitas de dívida, câmbio e matérias-primas recuaram devido à fraqueza nos produtos de taxa de juro e nalgumas outras categorias. Ainda assim, a negociação de ações aumentou no mesmo período.

Desde que forças norte-americanas e israelitas atacaram o Irão, a 28 de fevereiro, a forte subida dos preços do petróleo tem influenciado as dinâmicas de negociação em ações e noutros ativos.

A maior volatilidade tem, em geral, sustentado as receitas de negociação de bancos como o Goldman Sachs, ainda que o efeito varie consoante a divisão.

Apesar dos resultados sólidos, as ações do Goldman Sachs recuaram mais de 4,5% na negociação antes da abertura do mercado, esta segunda-feira.

Os investidores parecem ter-se concentrado no desempenho irregular da área de negociação e na prudência do banco relativamente à complexidade crescente do contexto global.

Ainda assim, os resultados demonstram resiliência nas operações centrais de consultoria, numa altura em que a gestão disciplinada do risco é considerada essencial num cenário internacional imprevisível.

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