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França e Alemanha saem do top 10 dos países mais ricos em 2026

Horizonte de Oslo com o Museu Munch ao centro, fotografado em Oslo, Noruega, quinta-feira, 8 de dezembro de 2022
Panorâmica de Oslo, com o Museu Munch ao centro, fotografada em Oslo, Noruega, quinta-feira, 8 de dezembro de 2022. Direitos de autor  AP Photo/Markus Schreiber
Direitos de autor AP Photo/Markus Schreiber
De Doloresz Katanich
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Medir os «países mais ricos» pode ser enganador. Um novo índice de prosperidade, que avalia rendimento, PIB e impacto na qualidade de vida, coesão social e desenvolvimento duradouro, deixa EUA, Alemanha e França fora dos dez primeiros.

A Europa domina as classificações mundiais de riqueza, mas o que significa realmente ser um «país rico» depende muito da forma como a prosperidade é medida e de quem beneficia com ela.

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«Ser o país mais rico do mundo não passa apenas por produzir muito», lê-se na análise da plataforma de comparação de serviços financeiros HelloSafe.

«Mede-se pela forma como essa riqueza se traduz, de forma concreta, na vida quotidiana do cidadão comum. Em 2026, a resposta é a Noruega.»

O grupo defende que o PIB per capita, por si só, pode distorcer as comparações, por partir do princípio de que a riqueza gerada é repartida de forma uniforme pela população.

A Irlanda ilustra o problema. O PIB per capita ronda os 150 mil dólares em paridade de poder de compra, mas grande parte deste valor resulta da atividade de multinacionais como a Apple, a Google ou a Pfizer.

A diferença entre a riqueza produzida e o rendimento das famílias é estimada em cerca de 70 mil dólares por pessoa.

Para contornar estas limitações, o «Índice de Prosperidade» da HelloSafe classifica mais de 50 países com base numa pontuação composta de 0 a 100.

Recorre a dados do FMI, Banco Mundial, PNUD, Eurostat e OCDE, reunindo rendimento, desigualdade e diversos indicadores sociais numa única medida de prosperidade.

Nestas condições, a Europa domina o topo da classificação, com os cinco países mais ricos todos localizados na região.

Países pequenos sobem na classificação

A Noruega lidera a tabela, sustentada pelo Rendimento Nacional Bruto (RNB) mais elevado do mundo (o total do rendimento auferido pela população e pelas empresas de um país, incluindo o obtido no estrangeiro) e por um modelo social muito equilibrado.

A Irlanda surge em segundo lugar, com rendimentos reais elevados apesar de um valor de PIB inflacionado. Luxemburgo é terceiro, caindo da primeira posição pela primeira vez desde o início do índice.

Segundo o relatório, estes países conjugam um desempenho económico robusto com alguns dos melhores indicadores sociais a nível mundial.

Entre os outros países melhor classificados está a Islândia, em quinto lugar, apoiada por fortes indicadores de desenvolvimento humano e baixos níveis de pobreza relativa.

Singapura, pelo contrário, apresenta valores elevados de rendimento, mas é penalizada por uma maior desigualdade.

Fora da Europa, os Estados Unidos ocupam o 17.º lugar, refletindo uma economia forte, mas também níveis elevados de desigualdade e de pobreza relativa.

A França está na 20.ª posição, logo atrás da Chéquia, que beneficia de uma das distribuições de rendimento mais igualitárias da Europa e de uma baixa taxa de pobreza relativa.

Na parte inferior da tabela europeia, países como Itália, Espanha e Estónia obtêm pontuações mais modestas, refletindo níveis de rendimento mais baixos e, no caso de Espanha, uma maior pobreza relativa.

Fora da Europa, as Seicheles lideram em África, impulsionadas pelo PIB per capita mais elevado do continente, por bons indicadores de desenvolvimento humano e por uma desigualdade relativamente contida. Seguem-se Maurícia e Argélia.

Na América Latina, o Uruguai lidera a classificação pela primeira vez, com o RNB mais elevado da região, a menor pobreza e a distribuição de rendimento mais igualitária. Seguem-se o Chile e o Panamá.

Na Ásia, Singapura lidera, seguida do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos.

Os resultados sugerem que, apesar de a Europa continuar a dominar os indicadores de prosperidade global, o retrato muda significativamente quando se incluem a desigualdade e os resultados sociais. Ser «rico», indicam os dados, deixou de ser definido apenas pela riqueza gerada, passando a depender de quão amplamente essa riqueza é partilhada.

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