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Novo Banco vendido ao grupo bancário francês BPCE por 6,7 mil milhões de euros

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De Ema Gil Pires
Publicado a Últimas notícias
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O valor de venda ficou, deste modo, acima dos 6,5 mil milhões de euros fixados no final de 2025, devido ao "aumento do capital próprio do Novo Banco" durante os primeiros quatro meses de 2026, lê-se no comunicado enviado pela instituição bancária à CMVM.

O Novo Banco notificou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta quinta-feira, sobre a conclusão da venda da "totalidade das ações representativas" do seu capital social, por um total de 6,7 mil milhões de euros, ao grupo bancário francês BPCE.

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O valor de venda da instituição bancária ficou, deste modo, acima dos 6,4 mil milhões de euros inicialmente anunciados, em junho do ano passado, e dos 6,5 mil milhões de euros fixados depois, a 31 de dezembro de 2025, "com base no resultado líquido de 2025", na ordem dos 828 milhões de euros.

No entanto, devido ao "aumento do capital próprio do Novo Banco", que decorreu "da atividade dos primeiros quatro meses de 2026", o preço de aquisição por parte dos franceses do BPCE acabaria por subir ainda mais, tal como agora indicado, para os 6,7 mil milhões de euros. A totalidade do Novo Banco passa, assim, a ser controlada pelo grupo BPCE.

"Esta transação marca a conclusão, com sucesso, do processo de transformação plurianual do Novo Banco, apoiado pelos seus acionistas, colaboradores, clientes e restantes stakeholders relevantes, que resultou numa melhoria significativa do seu perfil financeiro, uma posição de capital robusta e um nível sustentável de rentabilidade, em linha com os bancos mais rentáveis da Europa", lê-se também no comunicado enviado à CMVM.

A informação surge no mesmo dia em que o Novo Banco reportou um lucro de 200,7 milhões de euros no 1.º trimestre de 2026, que a instituição financeira diz ter sido "suportado pelo diversificado modelo de negócio, gestão criteriosa do risco e robusto franchising da marca".

O Novo Banco, recorde-se, foi criado em 2014 na sequência da cisão do Banco Espírito Santo (BES), que entrara em colapso durante a crise financeira na zona euro. Este, que ficou rotulado como o "banco bom", na resolução que visou separá-lo dos ativos tóxicos do BES, veio depois a ser alvo, durante mais de dois anos, de tentativas frustradas de privatização.

Em 2017, os norte-americanos da Lone Star adquiriram uma participação de 75% na instituição bancária, concretizada por via de uma injeção de capital de mil milhões de euros. Com os restantes 25% a permanecerem sob o controlo do Fundo de Resolução - criado em 2012, por ordem da "troika", para o financiamento de medidas de resolução bancária, como neste caso - e do Estado, até aos dias de hoje.

Operação resulta em encaixe de 1.673 milhões para o Estado

Em comunicado enviado às redações pelo Ministério das Finanças, o "Estado Português congratula-se com a conclusão da operação de venda do Novo Banco ao segundo maior grupo bancário francês, o BPCE - Banque Populaire et Caisse d'Epargne".

Por essa via detalha-se ainda que, pelo facto de o Estado Português e o Fundo de Resolução (FdR) deterem "25% do capital do Novobanco, tal operação implicará um encaixe financeiro de 1.673 milhões de euros" para o Estado. Desse valor, 906 milhões de euros vão para o Fundo de Resolução.

O comunicado acrescenta ainda que, derivado do "encaixe desta venda, a que se somam os dividendos já pagos pela instituição, o Estado português e o Fundo de Resolução conseguem recuperar cerca de 2 mil milhões de euros dos fundos injetados na instituição".

Na ótica do ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, esta transação permite ao país "encerrar um capítulo conturbado" da sua história, "demonstrando credibilidade e capacidade de recuperação". Salientando também que, apesar "dos desafios deste processo", a operação foi concluída "com sucesso, salvaguardando o mais importante: a estabilidade do sistema financeiro português".

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