A Louis Vuitton estava a acusar a Licores do Vale de ter copiado o seu logótipo, mas o tribunal deu razão à marca portuguesa.
A marca portuguesa Licores do Vale, criada no concelho de Monção, venceu a Louis Vuitton num processo de direito de propriedade intelectual. A multinacional francesa acusava a portuguesa de ter copiado o seu logótipo.
A disputa pelo “L” e pelo “V” arrastava-se há mais de um ano, mas sabe-se agora que a Licores do Vale saiu vencedora do processo. A notícia foi partilhada pela marca nas redes sociais, que agradeceu o apoio recebido e que defendeu que "o 'L' e o 'V' são de toda a gente".
"Os últimos meses foram intensos. Houve desafios, dúvidas e dias difíceis… mas também houve esperança, união e uma vontade enorme de continuar. Ver os Licores do Vale crescer com o carinho de tanta gente emociona-nos de verdade. Sentimos que este projeto já não é só nosso, é de todos os que acreditam na nossa história, nas nossas raízes e no sabor da nossa terra", pode ler-se na publicação da Licores do Vale.
A Louis Vuitton contestava o registo "LV - Licores do Vale", que tinha sido incialmente aceite pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), tendo entrado com um recurso em tribunal que impediu temporariamente que a marca de licores fosse registada. Em causa estava o facto de as letras "L" e "V" estarem colocadas de forma muito semelhante, defendia a empresa francesa.
De acordo com a ação interposta e citada pelo Jornal de Notícias, a gigante da moda falava em "aproveitamento parasitário do prestígio da marca de terceiro”, criando “concorrência desleal” com um símbolo “idêntico ou semelhante". A casa de moda disse mesmo que se tratava de “uma reprodução quase total” a nível “verbal, fonético e conceptual”.
O processo tinha como alvo André Ferreira, criador do logótipo "LV - Licores do Vale", utilizado para identificar os seus produtos. A imagem fora desenvolvida por ele e pela namorada, Tânia Afonso, para representar os licores que o casal vende em pequenas feiras agrícolas.
A “LV - Licores do Vale” surgiu como um hobby para os dois, que nunca imaginaram que o seu pequeno negócio, dedicado à venda de licores, compotas, mel e biscoitos em feiras locais de Portugal, atraísse a atenção da multinacional francesa.